terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Na epopeia feminina






Na epopeia feminina,
Quantas lágrimas derramadas…
Mulher que desde menina,
Vê suas asas mutiladas!...



Mulher gosta de iguarias…
Mulher partilha alegrias…
Homem vive sozinho,
Mas quer-nos no seu ninho!...
Mulher vive acompanhada,
E na sua grande solidão.
É tanta a injustiça,
Que nem pode ter preguiça.
A todo o tempo está alerta…
Todo o tempo o coração aperta!...
Pedir, não pode nada,
Pois é mulher, e obrigada!...

Quanto tempo é preciso ainda,
Para a verdadeira igualdade?!
A teoria é realmente linda,
Mas onde está na realidade?!...



Mulheres do mundo inteiro
Acordem de uma vez!
Nós estamos em primeiro,
Nós somos a solidez!...


20 de Fevereiro de 2008

© Direitos de autor reservados.



Contra todo o tipo de violência exercida sobre as mulheres, fisica e psicológica. Uma compreensão, um apoio, uma ajuda, uma força...!

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Profundo


(foto: Clarisse)



Quando a vi, não sabia
Que iria sentir uma sintonia.
Quando a ouvi, me emocionei…
Com alguém que já encontrei?

Não sei direito o que sinto…
Quando penso nesse alguém.
É uma tela que pinto
E me faz ir mais além…

Eu fico surpresa,
E me pergunto: «eu?!... Coitada de mim…»
Olho para a tela,
E vejo que pintei um jardim.

Logo de seguida, começo a pensar
Se foi realmente obra minha:
Tenho que me orgulhar
Apesar de não ser nadinha?

Ela assim não pensa, e me diz
Que tenho que me dedicar
Às coisas que me faz feliz
E a minha alma deixar brotar…
Quando fico sozinha
E começo a pensar nela,
Vejo que não estou sozinha
Estou com o apoio dela…

Tem, por mim, uma afinidade especial
Com que eu não consegui responder…
Respondeu o meu emocional
Com as lágrimas a escorrer…

O meu coração acelerou e apertou
Quando vi que me chamou
Num momento carinhoso
De alguém tão idoso…

Veio me falar
Com aquele jeito peculiar
Sempre p’ra me ajudar
As minhas quedas amparar…

Mas como hei-de me explicar?
O que por ela sinto, no coração?
Só sei, que me sabe tocar
E perder-me na emoção…





© Direitos de autor reservados.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Não há coisa determinada



Não há coisa determinada,
não há coisa anormal…
a medida estandardizada,
já nem é a principal.
Viva a multiplicidade!
E que seja mais banal!
As duas juntas, a felicidade…
é o destino final…!


A coisa mais normal do mundo,
é o nosso ser profundo!
Não importa o que seja,
fazemos o que ele deseja…!


E as regras da nossa sociedade,
observemos com atenção:
sujeitas à materialidade,
perderam totalmente a razão…!
Coisa que nunca a teve,
materialidade é podridão.
Sintamos no peito o coração,
dentro de nós desesperado…
Caminhemos no caminho por nós traçado!



28 de Julho de 2009

© Direitos de autor reservados.
Foto tirada do Google