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terça-feira, 27 de abril de 2010

Sou uma réstia de mim


(foto: Clarisse)


Sou uma réstia de mim

Perante aquilo que sou
Sobras, inicio de coisa alguma
Sou, (não) sendo,
O que serei alguma vez
É a certeza de um talvez.

Sou uma gota no oceano

Acorda de vez em quando
Na penumbra reflectida
Espelho irrealista
Sombra da imagem
Auto-blindagem.

Sou um grão de areia no deserto

Sou aquilo que nunca fui
Sou aragem que flui
Paragem no tempo escondido
Cronómetro avariado
No espaço perdido
Passado é aprendizado!

Mas quero Ser
Bailarina que em cima
De certezas navega.
Calçada na determinação
De ouvir o coração.

Mas quero Ser
Como folha ao sabor do vento
Como gotícula do imenso mar
Na plenitude do sentimento
Conjugando o verbo Amar!

Constantemente,
Para sempre.



http://www.worldartfriends.com/modules/publisher/article.php?storyid=26441



4 de Março de 2010

© Direitos de autor reservados.

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Canção a dois (Dueto Carmen Lu Miranda e Clarisse)



(foto: Clarisse)





Como posso incólume permanecer
Quando observo o teu olhar?
Ele me faz desvanecer
Olhar-te é de imediato palpitar.

_ Amada és e não quero partir
incólume eu, em teu corpo a repousar
É sonhar, querer, esperar, sentir...

É sentir esse acelerar
E ao mesmo tempo desfalecer
Querendo de imediato te agarrar
Como o amanhã não fosse acontecer!

_ Amanhã, querida, seremos um
desfalecendo os dois, de imediato
Te descobrindo no beijo, no cheiro, no tato

Vem…
Deixa-me alimentar deste amor
Deixa-me respirar este calor.

Pára…
Deixa-me te olhar
Deixa-me de leve te tocar.

Vem…
Preenche-me com o teu abraço,
Oculta-me o tempo e espaço.

Pára…
De te olhar tenho saudade
Deixa-me observar a imensidade.

_ Sou amado e te amo
Eu te toco e sou tocado
Sou saudoso em ver teu rosto
E irei a ti, apaixonado!




Dueto com a poetisa amiga Carmen Lu Miranda: http://www.worldartfriends.com/modules/yogurt/index.php?uid=903


http://www.worldartfriends.com/modules/publisher/article.php?storyid=21749


© Direitos de autor reservados.



segunda-feira, 12 de abril de 2010

Poema da semana - Meu amor, ah... meu amor!!


(foto: Clarisse)




Meu amor, ah... meu amor!!


Alcanço-te sem braços
Desfaço o embaraço
de não te abraçar!


Meu amor,ah... meu amor…!

Subo as montanhas
Com a ponta dos dedos
Desvendando-te a serenata
das minhas entranhas
em delírios poéticos!
Até que me dispo em ti
E te mostro o que sou…

Meu amor,ah... meu amor…!

Como se a vida estacasse
Nesse fátuo momento
Em que te concebo …!


AUTORA: VÓNY FERREIRA
BLOGUE DA AUTORA: http://vony-ferreira.blogspot.com/
http://www.worldartfriends.com/modules/publisher/article.php?storyid=17572
© Direitos de autor reservados.



quarta-feira, 24 de março de 2010

Acordei esfarrapada


(Foto: Clarisse)





Acordei esfarrapada,
Nos fios desenhados em sonhos inimagináveis.
Corri por entre as veredas da existência mais profunda
Ou teria eu simplesmente passado a um novo patamar
Já gasto das minhas andanças por este meio?
Sento-me na cama mas ponho-me a pé, não tenho tempo.
Em gestos rotineiros, desvendo-me relembrando o que não consigo,
Apenas pedaços isolados, sem interligação e lógica
E pegando nesses pedaços, junto-os
Numa junção desintegrada, em sentidos e formas
Sem normas, vagueando pelas horas descompassadas
E passadas em velocidade, desoriento-me e perco-me no caminho.
Onde está a lógica destes sonhos?! Onde ela mora?!
E decidida, tento encontrar o caminho da resposta,
Apostada em descobrir o esconderijo.
Chamo-a, grito por ela. Ninguém me responde.
Não esmoreço, não esmorecerei, sempre tentarei
Encontrar as minhas respostas, a lógica do mundo em si
Para alcançar, na busca incessante de mim,
A plenitude da vida,
SEMPRE!




10 de Março de 2010




http://www.worldartfriends.com/modules/publisher/article.php?storyid=24533




© Direitos de autor reservados.

domingo, 7 de março de 2010

Quero Amar


(foto: Clarisse)




Não toco, e não sou tocada…
Amo, e não sei se sou amada.
Tenho cá dentro um vulcão,
Prestes a entrar em erupção!...


Tenho dentro de mim uma paixão…
Tenho dentro de mim um desejo,
Quero amar de coração,
Quero-me perder num beijo!


Quero ser nos olhos olhada!...
Quero ser toda amada!...
Quero ser por amor invadida…
E por momentos me sentir perdida…
E quando de lá voltar,
Continuar a Amar!
Se tudo isto é possível, não sei…
Só o vivendo o saberei!



Se tudo isto é uma ilusão, não sei!
Desconheço se algum dia o saberei,
Enquanto isso, deixem-me sonhar,
Que um dia saberei Amar!


7 de Agosto de 2008





© Direitos de autor reservados.

terça-feira, 2 de março de 2010

Inferno dos poetas I


(foto: minha autoria)



Liberdade de criar
No cárcere dos sentimentos.



Terno inferno




Arte de projectar
Ilusórios pensamentos.



Sombrio Céu



Mistura com a realidade
Momentâneo desconhecimento
Da verdade.





Sentimento






Transmitido de outro ser
Tão fácil de sentir…
Lágrimas a escorrer.


Destino





O mundo colorir
Na chama da esperança.
Rostos a sorrir
Alegria de criança.


Transformar o mundo
Lutar pela justiça
Consciente da desigualdade.
Abandonando o comodismo
Agradece a humanidade…!










© Direitos de autor reservados.

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Profundo


(foto: Clarisse)



Quando a vi, não sabia
Que iria sentir uma sintonia.
Quando a ouvi, me emocionei…
Com alguém que já encontrei?

Não sei direito o que sinto…
Quando penso nesse alguém.
É uma tela que pinto
E me faz ir mais além…

Eu fico surpresa,
E me pergunto: «eu?!... Coitada de mim…»
Olho para a tela,
E vejo que pintei um jardim.

Logo de seguida, começo a pensar
Se foi realmente obra minha:
Tenho que me orgulhar
Apesar de não ser nadinha?

Ela assim não pensa, e me diz
Que tenho que me dedicar
Às coisas que me faz feliz
E a minha alma deixar brotar…
Quando fico sozinha
E começo a pensar nela,
Vejo que não estou sozinha
Estou com o apoio dela…

Tem, por mim, uma afinidade especial
Com que eu não consegui responder…
Respondeu o meu emocional
Com as lágrimas a escorrer…

O meu coração acelerou e apertou
Quando vi que me chamou
Num momento carinhoso
De alguém tão idoso…

Veio me falar
Com aquele jeito peculiar
Sempre p’ra me ajudar
As minhas quedas amparar…

Mas como hei-de me explicar?
O que por ela sinto, no coração?
Só sei, que me sabe tocar
E perder-me na emoção…





© Direitos de autor reservados.

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Poesia: Desvairados
















(foto: Clarisse)



Adiam-se problemas…
Não se acham soluções.
Criam-se mais dilemas,
O resultado: confusões!
Mete-se os pés pelas mãos…
Não se vê o que se faz…
Desvairados pela sociedade…
Depois, não encontram paz!
Vivem pela aparência,
Esquecem a própria vivência.
Fogem até não mais poder,
No fim desse poder, não sabem o que fazer!

27 de Janeiro de 09



© Direitos de autor reservados.

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Poemas: Escrever poesia











(foto: Clarisse)

Escrever poesia,
É sentir um alívio, é alegria!
É ver a forma de um ser,
Que não a tinha, é vencer!


É ultrapassar uma torpeza
Ir para além do imaginável…
É constituir uma grandeza
De algo inalienável!...


É barreiras construir
E de seguidas as quebrar
Só pelo gosto de sentir
A liberdade de criar.



É sentir que a liberdade
Foi suficiente, e é terminada.
É sentir uma imensidade
Que precisa de ser amada.



20 de Dezembro de 2006




Direitos de autor reservados.

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

A força do Ser

 (foto: Clarisse)

 
Na verdadeira aflição,
Nada se consegue temer.
Vem o nosso coração,
E fazemos o que temos de fazer!...
Na verdadeira aflição,
O tempo é sempre pouco.
Na complicada situação,
Nosso ouvido é mouco!
Tomara que o fosse eternamente
E não mais ouvisse a mente
Com as suas projecções.
E ilusórias aflições!

Na ilusória aflição,
Monta-se um negro cenário…
Entra em choque o coração,
Pois é justamente ao contrário.
A mão começa a tremer…
O corpo sente frio…
O coração dói a bater…
Lá vem aquele arrepio…
Nesse cenário tão bem montado,
Em que há tempo p’ra tudo
Parece verdade, o imaginado,
O grave torna-se agudo!

A força do Ser,
É feita de Amor.
Não importa o ter,
Não importa a dor.
A força do Ser,
É feita de Luz.
É compreender,
É Jesus!
Iluminando o caminhar,
E constantemente Amar.
É o verdadeiro Ser,
Que vem à terra viver!



13 de Fevereiro de 2008


Direitos de autor reservados.

Quero


(foto: Clarisse)

(...)

não te quero alcançar,

para não parar de

te

desejar!

(...)

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

A Revolução do Amor



(foto: Clarisse)


Até quando o mundo, e nomeadamente a nossa sociedade vai continuar nesta senda do salve-se quem puder, nesta ideologia do egoísmo, do egocentrismo, nesta ideologia que nem o chega a ser, pois é totalmente utópica! Assim como a escuridão não existe, pois ela é apenas a ausência da Luz. Tal como dizia o místico indiano Osho “Porque a escuridão em si mesma é apenas um estado negativo, ela não tem qualquer existência positiva. Ela não existe na verdade. Como você pode dissolvê-la? Você não consegue fazer coisa alguma directamente com a escuridão. Se você quiser fazer alguma coisa com a escuridão, você terá que fazer com a luz. Traga a luz para dentro e a escuridão irá embora”. Até quando a sociedade continuará a insistir na competição, no fazer qualquer coisa para subir na vida? Até quando se vão dar conta ao ponto que chegaram com essa falsa crença? Até quando vão continuar a fazer de conta que vivem à grande e à francesa, quando dentro de casa não é bem essa a realidade? Aonde está o problema em admitir que se sente dificuldades na manutenção da qualidade de vida? Aonde está a vergonha? O que ganharam até agora a seguir esta falsa crença? Olhem para o estado das coisas e cheguem a uma conclusão!... Aonde vos levou esta forma de pensar e de agir até agora?! Passados que foram 34 anos de revolução, aprendeu-se com certeza alguma coisa, mas estarão na estrada principal que vos conduzirá a um futuro promissor?


Como se poderá chegar a bom porto se as coisas estão mal de raiz?! Como se poderá viver bem economicamente, quando as coisas estão mal logo à partida?! O que está errado logo à partida, perguntam. Eu respondo: é a competição, o ódio, a inveja, o egoísmo, a arrogância, em suma a falta de amor! Do amor universal! Como querem que isto ande para a frente, se se continua a invejar o vizinho que comprou um carro novo? Como querem que isto vá para a frente, se se continua a viver a odiar o próximo? Sim, porque quem não faz o bem ou auxilia quando pode, é equivalente a fazer o mal. O mal vem da raiz! Parem de ter sentimentos negativos e pensar só no vosso umbigo!... Existe abundância de tudo quanto é necessário para vivermos! Quando vão perceber que só unindo esforços poderemos construir algo, e ter melhores condições de vida?! Quando vão perceber que não se pode continuar a viver assim?!


O estado actual da nossa sociedade, é prova inequívoca que precisamos urgentemente de mudar a forma de pensar! Parem com os julgamentos, que são apenas reflexo de inferioridade existente no seu seio. Quem somos nós para julgamos os outros? Somos Deus? Com certeza que não! Olhemos ao espelho antes de criticarmos os outros e vejamos que mesmo podendo não proceder como o próximo em determinada situação, ainda deixamos muito a desejar em outros aspectos. Ninguém é perfeito, mas sobretudo ninguém é ninguém para julgar os outros! Ao fazermos isso, seremos rapidamente apontados naqueles outros aspectos que ainda deixamos a desejar. O que nos adianta julgar os outros? Sentimo-nos superiores? Sim, podemos até sentir que o somos, mas não o somos na realidade, e esse facto faz toda a diferença!


É urgente uma revolução! É urgente uma mudança de pensamento, mudança de prioridades de vida, mudança comportamental, mudança ideológica, ou criação ideológica, (pois não existe nenhuma), enfim, é urgente a Revolução do Amor. Precisamos dar importância àquilo que realmente tem importância, de olharmos para o lado e vermos o nosso vizinho como companheiro e irmão, e não como concorrente directo ou inimigo a combater...!


Realmente não se pode fazer nada com a escuridão! Quando entramos no quarto e está escuro não podemos pegar na escuridão para vermos, ela só pode ser combatida com a luz! Então peguemos no Amor e irradiemos pela nossa vida essa Luz, para que tenhamos um futuro promissor de verdade! O conforto e a qualidade de vida são legítimos, só não é legitimo alcança-los através da escuridão, nunca poderia dar resultado...!


A falta de ideologia no seio da sociedade só poderia dar em miséria! Se temos que começar de novo, então comecemos de forma diferente e não cometendo os mesmos erros do passado! As cabeçadas na parede servem para aprender lições!
Estou ou estaremos, é uma questão global!
Faça-se Luz sobre esta sombria terra...!
“Time to love revolution”!



Outubro de 2008
Foto tirada por mim


terça-feira, 21 de julho de 2009

Reflexão: Mais em favor da Humanidade - Joanna de Angelis

(Gaia, tirada por mim)

LXXX


Podes fazer mais em favor da humanidade se te dispuseres a isto. Distende a mão a alguém caído; diz uma palavra cortês a outrem; sorri para uma pessoa solitária, acenando-lhe fraternidade; presenteia um amigo com uma flor; faz sorrir um triste; enlaça em ternura um desafortunado... Há moedas de amor que valem mais do que os tesouros bancários, quando endereçadas no momento próprio e com bondade. Ninguém dispensa um amigo, nem desdenha um gesto socorrista. Disputa a honra de ser construtor do mundo melhor e de uma sociedade mais ditosa.


Livro: Vida Feliz

Joanna de Ângelis - Psicografia de Divaldo P. Franco

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Poema de Fernando Pessoa

(Peso da Régua, Clarisse)
Ela canta, pobre ceifeira


Ela canta, pobre ceifeira,
Julgando-se feliz talvez;
Canta, e ceifa, e a sua voz, cheia
De alegre e anônima viuvez,


Ondula como um canto de ave
No ar limpo como um limiar,
E há curvas no enredo suave
Do som que ela tem a cantar.


Ouvi-la alegra e entristece,
Na sua voz há o campo e a lida,
E canta como se tivesse
Mais razões pra cantar que a vida.


Ah, canta, canta sem razão!
O que em mim sente ‘stá pensando.
Derrama no meu coração a tua incerta voz ondeando!


Ah, poder ser tu, sendo eu!
Ter a tua alegre inconsciência,
E a consciência disso! Ó céu!
Ó campo! Ó canção! A ciência


Pesa tanto e a vida é tão breve!
Entrai por mim dentro! Tornai
Minha alma a vossa sombra leve! Depois, levando-me, passai!





Fernando Pessoa
Cancioneiro

sábado, 27 de junho de 2009

Pinhão 13 de Junho de 2009

As Lindissimas paisagens do Douro, mais concretamente do Pinhão... Não foi por acaso classificado como Património Mundial da Humanidade, pela Unesco... Lindissimo...!





quinta-feira, 16 de abril de 2009

Artigos: A sociedade actual e as crianças

Hoje em dia, e cada vez mais, é a nossa sociedade que dita as regras, que estabelece os limites, os padrões, as normas sociais. Mas esta situação há-de ser invertida, porque, “…tudo que chega ao limite, vira no seu contrário”. Havemos de construir, através dos erros até agora cometidos, uma sociedade melhor, mais justa e humana, menos normalizada, padronizada e céptica. Talvez não tenhamos ainda chegado ao limite. Talvez isto explique que continuemos a viver numa sociedade como esta. Talvez ainda, não demorará que a situação “vire no seu contrário”, tendo em vista das pequenas mudanças que vão surgindo por todo o mundo.
Infelizmente, a nossa sociedade aceita de bom grado uma sociedade consumista desenfreada, materialista, quer dizer além de aceitar – exige, quase. Tenho muitas vezes, a sensação de estar a viver numa competição. Compram-se carros, casas, fazem-se viagens, mostra-se, ou tenta-se mostrar de todas as formas, que se é “mais que o vizinho que comprou um carro novo, mas eu também comprei, e até foi mais caro”, não quer dizer que seja melhor, mas basta-se dizer que foi mais caro, e estas pessoas, pensam que se sentem felizes. Depois, quando compram as coisas, passado dias, já não lhes dão valor, porque entretanto um outro vizinho comprou também um carro novo. E agora? - Perguntam-se. Sentem-se inferiorizados, rebaixados, porque engrandeceram de tal forma o orgulho, que este lhes impede de ver a razão da constante insatisfação. Então, e para combateram essa inferioridade, dão azo a discussões, invejas, em torno do mesmo assunto: quem tem as coisas melhores. Torna-se um ciclo vicioso. Esta sociedade, que se diz tão evoluída, ainda não se deu conta que, ao ser consumista, só procura na matéria, algo que ela nunca lhe dará. A matéria é o que é, efémera. A sociedade procura nos bens materiais algo mais, e como não o encontra, continua buscando, buscando, sem nunca o encontrar, porque esse “algo mais” a matéria não o tem. Mas, na ânsia de encontrar o que acha que acabará por encontrar, canaliza os seus objectivos nestes termos, pensando que vão conseguir satisfazer as necessidades da alma. Talvez não se tenham dado conta, que a nossa alma precisa de coisas que estão ao alcance de todos, e não apenas ao alcance dos que têm dinheiro.
Por outro lado, procura, a nossa sociedade, transmitir para os filhos esta mentalidade, coisa que não tem sido bem aceite. Muitos dos nossos filhos não querem esta sociedade padronizada e normalizada. Muitos não gostam da escola, e não gostam de obedecer a regras que consideram não ter razões para existir. Parecem não gostar de regras que não entendem, e que por vezes, são pouco humanizadas. Não gostam de medidas standard, gostam de ter cada um deles a sua própria medida. Estas crianças são, o que a nossa sociedade chama de crianças com Deficit de Atenção, e crianças Hiperactivas. Talvez se nos deixássemos conduzir por elas, a nossa sociedade enveredaria para uma maior humanização e justiça, deixando para trás, este modelo de sociedade actual. Só porque elas são diferentes, são assim rotuladas, e desta forma, são administradas com químicos que bloqueiam o seu potencial. “Deixai que venham a mim as criancinhas…” (S. Marcos, cap.X, vv.14) – proferiu o Divino Mestre! O que elas têm que nós, adultos, não temos? Acima de tudo: pureza de sentimento! Porque será que tantas se sentem desajustadas? E porque nós não entendemos a razão do desajuste? Porque nós não entendemos a razão de determinados comportamentos, e muitas vezes, nem sabemos como lidar com várias situações? Não deleguem a culpa nos outros!...
Era bom que todos caminhassem para uma visão mais ampla do mundo, do porquê das coisas. Nessa altura, com certeza, que estas crianças seriam olhadas de uma forma bem diferente. Crianças Índigo, são diferentes, não convencionais. Porque não tentar compreender? Porque não descobrir o que vai na alma de uma criança assim? Se todos tentarmos fazer isto, poderemos ter uma grande surpresa. Talvez possamos verificar que eles apenas têm uma visão diferente da nossa, não quer dizer que esteja errada, ou que não tenha lógica. Para quê continuar a fechar os olhos para a realidade? Para quê continuar a tratar este tema com explicações tão simplistas? Só porque são de fácil entendimento? Admitir que não se conhece, ou que não se sabe, ou que se erra, não é ser-se inferior, é caminhar para a evolução – nossa verdadeira missão.
Talvez não seja o fim do mundo, quem sabe será um admirável mundo novo!...







2006

quarta-feira, 15 de abril de 2009

Artigos: Nas muralhas da sociedade

Borda fora com os desajustados! Borda fora para quem não se enquadra nestes meandros infectados da nossa sociedade! As muralhas da nossa sociedade estão negras por dentro, e cheias de luz por fora! Mas, vivas para esta sociedade discriminatória, que se acha no direito de julgar seus próprios irmãos de jornada! Sociedade discriminatória, subproduto do seu criador que discrimina a sua própria natureza divina: o homem. Todas as coisas do homem são efémeras: quem criou os padrões sociais? Quem decretou que uns são melhores, ou que os outros são piores? Quem é esta sociedade se não esse subproduto com prazo de validade? E o que são os julgamentos, senão armadilhas da nossa própria inferioridade, ocultadas pelo alegado prazer que o ego nos faz sentir? Criamos as armadilhas para depois cairmos nelas! Somos pequenos, achamos que tudo podemos, quando somos nós, os responsáveis pelas nossas próprias desgraças.
Mas continua-se a pensar, ou querer pensar, que assim é que tem que ser. Que temos que lutar por uma vida, quando na verdade gostaríamos de lutar por outra completamente oposta. Mas, continua-se a fazer o contrário do que realmente queremos dentro de nós, porque as regras da nossa sociedade exercem essa enorme influencia nas decisões pessoais de cada um. “Não vou fazer isto, se não vão pensar o quê de mim?”, “Não vou fazer isto também, se não vai ser uma vergonha?”, “Não faço isso também porque tenho muito medo!”. Tudo tão errado! Medo é mais uma armadilha do ego! E como a insatisfação começa-se a instalar, inicia-se um processo ainda mais materialista. Segue-se o consumismo desenfreado. Depois as lutas pelo poder. O querer mais e mais, e nunca ficar por aí… E toda uma vida se torna numa invenção humana para adormecer a consciência, e ao mesmo tempo, fugir da sua própria essência. Mais um membro, mais um exemplo a seguir por esta sociedade egóica, que se acha tão evoluída!
Parem de fingir que são felizes...! Parem de tapar o sol com a peneira…! Parem com a hipocrisia...! Parem de ter medo de tudo! Fazemos e pensamos realmente como sentimos, ou ignoramos os sentimentos?! Fazemos o que podemos, ou podemos o que fazemos?! Não riam quando têm vontade de chorar! Alimentem a vida, não alimentem o ego! Ele é como a comida rápida, só engorda, não alimenta! O preço que pagamos pela nossa alegada “segurança”, é a infelicidade! Vale a pena? Vale a pena, pela segurança, ou pelo comodismo, abandonarmos a luta pelos nossos sonhos? Vale a pena ficarmos encarcerados num mundo sem evolução, sem horizontes? A escolha é de cada um!
Abençoados são, todos aqueles que saltam fora desta muralha por iniciativa própria! Abençoados, todos aqueles que não se revêem neste mundo tão desumanizado, tão virado para todo o tipo de materialismo! Abençoados, todos aqueles que se sentindo como peixe fora de água, preferem viver de esmola que viver no mundo de faz de conta, no mundo dos contos que fadas, que só existem na cabeça de iluminados que escrevem essas fantasias para as crianças não terem pesadelos durante a noite - pura ilusão! Abençoados, todos aqueles que vêm a realidade, e procuram a sua verdade, sem medo de serem felizes!
Já evoluímos muito, porém falta-nos evoluir no que realmente é mais importante, e ao mesmo tempo, no mais difícil! Quem quiser que pense.





2007

(foto tirada por mim)

quinta-feira, 2 de abril de 2009

Artigos: O fim do Mundo

Caminhamos nós para o fim do mundo?
O ser humano é cada vez mais desrespeitado. A nossa sociedade olha para países do “terceiro mundo” com um olhar de quem quer fazer mudar ali as coisas, porque diz-se que em pleno século XXI não deveriam ser permitidas certas atitudes. É certo, que por exemplo nos países Islâmicos, as mulheres são olhadas como servas numa sociedade em que os homens imperam e fazem valer a sua força, e que noutras zonas do mundo como no nosso país, é impensável uma mulher ser condenada à morte por apedrejamento. Apelidamos de retrógradas e de terem nestes países regimes ditatoriais, que para nós, estão como que parados no tempo. Porém, olhamos mais depressa para os defeitos dos outros do que para os nossos. Esquecemo-nos que não temos legitimidade alguma para colocar imperfeições nos outros.
Assim sendo, temos no mundo uma super-potência (para mal dos nossos pecados) “que tudo controla”. Veja-se: invadiu outro país ilegitimamente sem o aval da ONU, com a finalidade de “depor o regime” que possuía armas de destruição massiva, que nunca apareceram, quando na verdade instalaram-se lá para maltratar as pessoas que deveriam proteger de um ditador, e para tomar controlo da sua grande riqueza: o petróleo. Não fazem esforço sequer de se preocuparem com problemas que a todos dizem respeito, como a questão ambiental. Como sabemos, fizeram questão até de recusar as condições do protocolo de Quioto. O cerne da questão, é que são demasiado egoístas para pensar que são o país que mais destrói o ambiente em que todos vivemos. A poluição é a verdadeira arma de destruição em massa, e quem a detém são os Estados Unidos da América. Qual bomba que rebenta um pouco todos os dias, tão pouco que ninguém, ou quase, lhe dá importância. Vai rebentando aqui e acolá, vai destruindo aqui e acolá, até destruir com tudo. Até o próprio detentor da “arma” sofre com a sua negligência.
Somente nos casos como a catástrofe do sudeste asiático (se é que houve alguma vez alguma) nos põem a pensar do que será de nós. O “cheiro a morte” como proferiu a jornalista Daniela Santiago da RTP, com uma expressão facial que dizia tudo, paira no Sri Lanka mas, também nas nossas cabeças, como reflexo de um choque imenso, que choca ainda mais, de cada vez que se pensa nesta hecatombe. De cada nova imagem que surge, é como não soubesse que tudo isto estava a acontecer, tamanha a admiração, o embate, o arrepio, a confusão mental que nos torce o cérebro, bloqueando o nosso corpo e a nossa atenção. Será este o fim de todos nós?Dizia a sabedoria antiga, que no fim do mundo tudo se haveria de ver. O que nos falta neste momento? Será que o que se vê, e se tem visto na nossa sociedade e no mundo, normal? Pais que matam filhos, filhos que matam pais, crianças que são abusadas, violadas, prostituídas, mal tratadas, sequestradas por vezes pelos próprios familiares, por sacerdotes! Tráfico de seres humanos, tráfico de órgãos! No que nos transformamos? A espécie humana não funcionava assim. Aquecimento global, temperaturas anormais, grandes inundações, grandes secas, grandes nevões, catástrofes naturais! No que transformamos a natureza? Ela não funcionava assim. A destruição da natureza aliada à destruição dos valores humanos poderá ter consequências devastadoras. E o homem, egocêntrico, continua a pensar que domina o mundo. Julga-se capaz de tudo controlar, quando na verdade nada controla. Somos objectos em mãos monstruosas, de corpo colossal que ninguém vê, mas existe. Tão colossal que é, que faz de uma linha-férrea e de um comboio “um brinquedo” em mãos de um bebé. Talvez a mãe natureza não aguente tantos maus-tratos, pois nem mesmo o homem é capaz de aguentar os maus-tratos que ele próprio provoca. Contraditório, sujo, ignorante, culpado, pequeno, mesquinho, mau! É este o homem que habita o planeta Terra.

Janeiro de 2005

(foto tirada por mim)