Mostrar mensagens com a etiqueta Poesia. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Poesia. Mostrar todas as mensagens

terça-feira, 22 de março de 2016

Pobres Criaturas

(Atentados em Bruxelas)


Pobres criaturas
alucinadas
desenvolvem a sua pobreza
propagam o seu malogro
à medida que matam
mais uma vítima. 



Clarisse Silva
22.03.2016

sexta-feira, 19 de junho de 2015

As minhas visitas continuam diárias

As minhas visitas
continuam diárias.

Há uma comunicação
que se mantém
nesta saudade
que aumenta
a cada dia que passa


Clarisse Silva
30 Outubro 2014
© Direitos de autor reservados.

sexta-feira, 7 de novembro de 2014

Se aquele chão falasse

Foto: CS

Ah se aquele chão falasse…

Aquela terra calcada
lisa e brilhante
(de tão pisada)
contaria tantas histórias
a cada folha que cai
a cada gota que absorve quando chove.

Ah se aquele chão falasse…

Chão de lugar 
tantas vezes desprezado
brilha como vibra
de vida 
sem a vida 
de outros tempos. 

Continua a brilhar 
para mim
quando observo
cada planta que volta a nascer
cada flor que volta a desabrochar
cada vida que ali viveu
e continua a viver 
dentro de mim.


Clarisse Silva
16 de Abril de 2014
© Direitos de autor reservados.

sábado, 25 de outubro de 2014

Tenho em mim

Tenho em mim
nada do que poderia
ter.
Tenho tudo o que
terei
para ser
aquilo que já
sou.
Tudo do nada
acomodada
empreitada
fatigada
caminhada
para o nada.
Fantasia
prodigiosa
alegoria
vertiginosa.

Quem me retira
este direito
que aspira
a eleito
que suspira
a satisfeito?

Tenho em mim
todas as ilusões
realidades
não vividas
superações.


Clarisse Silva
15.04.2013
© Direitos de autor reservados.

segunda-feira, 15 de abril de 2013

O inferno dos poetas I



É querer o infinito
Mas não ter gabarito.
É sentir o mundo inteiro cá dentro
Num só momento.
É querer definir o indefinível,
Atingindo o inatingível
É chegar ao horizonte
Sentindo-se uma fonte
Inesgotável de sentir
Uma vida ainda por existir…


Clarisse Silva
2 de Março de 2010

© Direitos de autor reservados.

segunda-feira, 8 de abril de 2013

Voltas da vida


Voltas da vida

Oh vida,
Minha querida…
Porque és tão complicada?!
Mas porque te complicamos nós
Quando tentas desatar os nós?!...
E te colocas simplificada!

Oh vida,
Minha querida...
Somos tão ignorantes,
E nos achamos importantes…
Mas se existimos e tu também
É porque realmente somos alguém!

Oh vida,
Minha querida…
Vida maior, ou vida menor
Vida do que fazem de ti
Vida do que nos deixas fazer
Vida que jamais senti!

Complicas,
Depois de complicar
O que já estava complicado.

Caminhas,
Depois de caminhar
Opostamente ao nosso lado.

E no meio desta corda
Minha alma acorda
Tanto é bamba
Como desanda.
Comando, sou comandada
Ai vida… que emanas
Somos almas amadas.
Somos seres errantes
Por mais que estudemos
Ignorantes!


24 de Março de 2010
Direitos de autor reservados

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Crescimentos

Foto: Clarisse Silva


Crescimentos


Assola-me um medo de desperdício
Sem vício

De oportunidades perdidas
Cem vidas
E quantas mais serão
Sem coração
Capaz de vencer a mente
Sem presente
E passados fustigados
Abandonados
E futuros avistados
Não concretizados.


Assola-me uma rotina
Sem retina
Em si mesma fechada
Acomodada
Ao conforto imaginário
É calvário
Para o ser interior
É superior
Mas posterior às obrigações
Perpetuações
De um crescimento universal
Mas…
Terá assim mal?
Rotina é vida
Mas vida é muito mais
Que rotina!






Clarisse Silva
1 de Novembro de 2012 © Direitos de autor reservados.

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Pro-Coração

Foto deste blog




Pro-Coração


Procuro sem cessar
Não sei como procurar
Se o objectivo é efectivo
O modo é relativo.


Clarisse Silva
23 de Novembro de 2012

© Direitos de autor reservados.

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Diz que disse da sociedade

Foto: Clarisse Silva



Diz que disse da sociedade
Detentora da “felicidade”

Diz que disse
Depois de ter dito
O contrário do que acabou de dizer.

Diz que disse
Antes de saber
O que estava a dizer.

E diz
E desdiz
Se contradiz.

E confirma
E desmente
Diz o que não sente.

E afirma
Categoricamente
Para que não saibam que mente.

E usa e abusa
Permanentemente
Com discriminação.

E julga
Sem piedade
Desconhece a igualdade.

Irascível,
Incompreensível
Aceitar… é impossível…

Usa a máscara,
Fantástica
Pois é a sociedade
Detentora da “felicidade”


Clarisse Silva 4 de Fevereiro de 2010

© Direitos de autor reservados.

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Estou presa na bestialidade

Foto: Clarisse Silva

Estou presa na bestialidade
Surpresa com a infantilidade
De uma inteireza com a idade
Na certeza da futura realidade.

É ridícula mais uma vírgula
Sou dois pontos à espera
De uma lista que não se iniciou
Um ponto final que se afastou.

Inteira é marca certeira
Parca em espaço preenchido
Baço o presente tido.

Eis o futuro detido
Num presente ausente
De um passado indiferente.



Clarisse Silva
27 de Outubro de 2011

terça-feira, 16 de outubro de 2012

Julgamentos

Imagem retirada da Internet; Autor desc.



Julgamentos

Actos julgadores
De supostos
Mensageiros de Deus
Querendo-O substituir
Sentam-se em altas poltronas
Ditando as suas leis
Aos abnegados fiéis.

Fiéis da igreja
Que despeja
Sobre sua alçada
Adornadas palavras
E ficam por aí…

A teoria
Apodrecida
Acabará
Desaparecida!

A teoria
Sem seguimento
É como prática
Sem fundamento.


Clarisse Silva 11/12

© Direitos de autor reservados.


quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Eu Sou Tu És


[À distância]

Sinto o cheiro da tua pele,
Sinto o teu afago no meu rosto
Sinto…

[À distância]

Na minha boca o teu gosto…
Oiço-te murmurar ao meu ouvido
Vejo deitar-te comigo,
À distancia… que não sinto.
Um abraço em instinto…!


[Perto,]

Te aperto,
Digo adeus à distância
Bebo nosso néctar em abundância.



P e r t o :
Me deserto
Sou ser aberto
Me perco
Me acho
Sou tua
Sou minha
Estou nua
Na minha
Na tua
Sou alma
Que flutua.


P e r t o :
Eu Sou!
Tu És!


Clarisse Silva
28Maio10 © Direitos de autor reservados.

terça-feira, 20 de março de 2012

Introspecção

Imagem: Mandala do Mar - Tayane Sites
 
Introspecção

Sou a força do Ser
A réstia de mim,
Força a renascer
Nos escombros do fim.

Sou livro aberto em aberto
Página branca em verso…
Calhamaço por escrever,
Estrutura por satisfazer!
 
  Caminho por trilhar
No trilho por inventar
Desprezo o conhecido
Defino o indefinido.

Força oculta a brotar
Na ocultação da vida
Por descobrir

Ponto de partida (s)em centro
Na energia a conquistar.

Sou uma música por terminar
Sou peça perdida
Encontro com a saída.
   
Sou a força do Ser
Na réstia de mim…
Alma no poder
Sensibilidade em frenesim.
 
 
18102010

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Mirrada

Foto: Clarisse Silva


Dependurei-me na árvore a descansar depois de a escalar. Tarefa difícil foi esta. Os ramos estavam despidos e secos, a uma altura acima do alcance dos meus braços. Com manobras, umas mais, outras menos decididas lá me espetei nela, como se fosse mais um ramo mirrado à espera que chegasse a primavera. Esta tardava a chegar. Os dias eram pequenos e as noites longas demais.

Clarisse Silva

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

...:::Cetim:::...

Vista do Coração - Parque Nacional Peneda Gerês - Clarisse Silva

Cetim

  m      b 

E                  r


-     me      u

o    h    l

nos lençóis
De cetim
Que nascem
De mim
Para ti
E de ti
Para mim…



Viajo
Por montanhas
Desconhecidas
E ajo
Como quem
Conhece
Todas as vias
Para a Luz.



Agiganto-me
Ainda mais
Na ardência
Do poder
A conquistar
Quando
Te sinto
Liquidificar.



Invade-me
Todo um corrupio
Naquele momento
De recomeçar
Quando
Pensávamos
Que acabáramos
De terminar.



(poema em aberto
Certo é o horizonte)

Clarisse Silva
25 de Agosto de 2011

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Fim de Ano


Os autores e a Temas Originais têm o prazer de o convidar a estar presente na sessão de lançamento do livro "Tu Cá, Tu Lá 2" a ter lugar no Olimpo Bar Café, sito na Rua da Alegria, 26, no Porto, no próximo dia 7 de Janeiro, pelas 16:00.

*

Estou, com alegria, entre os autores participantes nesta antologia... Nascida do blogue Tu Cá, Tu Lá.

A todos os seguidores, visitantes e amigos um Ano Novo repleto de Alegrias...

 Clarisse Silva

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Decepções

(Foto: Clarisse Silva)

Meu Pai do Céu:
Porque temos tantas decepções?

Porque, em quem temos confiança
E nutrimos uma Amizade,
Da cobardia nos lança
Uma flecha de hostilidade?
Por detrás de uma árvore!... Escondido?
Depois de ter um jardim quase plantado
Vemos esse cenário destruído
Por esse alguém camuflado!...

Em cada flecha lançada
Um sentimento abalado
Em cada flecha lançada
Caída, uma flor perfumada.

Com a queda de cada flor
Torna doente a raiz…
Vai espalhando a dor
Nos deixa infeliz!..

Torna-se essa doença, uma epidemia
Se alargando a todo o jardim
E aquilo que já foi belo um dia
Está hoje assim!...


28 de Novembro de 2006
In "A Força do Ser"

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Lutas absurdas

[Foto: Clarisse Silva]

Lutas absurdas

Assisto diariamente
A lutas absurdas por poderes sem sentido
Em direcção a qualquer coisa sem nome
Onde reina alguém sem governo
Quem em busca do seu trono
É dono e quer assim permanecer …
Abandonando à partida as ideias
Ignorando à saída da epopeia
Com medo que lhe retirem a coroa oculta
Que exibe orgulhosamente no seu caco
A faz brilhar de cada vez que vocifera
Pujantemente na voz de senhor de tudo.

Assisto tristemente,
À correnteza das águas
Que sacode do capote
De cada vez que algo corre mal
E apresenta-se pomposamente
Quando corre de feição
Mesmo por esforço de outros.

Assisto diária e tristemente
A injustiças financeiras de quem governa
Amealhando o que seria da empreitada!
Ah… Dane-se tudo, dane-se todo o governo
Que não sabe governar, todo o dono a sacar!
Dane-se sem se danar, não posso mudar o mundo
Mas também não tenho que aceitar!

13 de Outubro de 2011

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Escrever poesia II


Imagem: Clarisse Silva


Escrever poesia,
É fazer magia…
É com as mãos criar
Com os olhos observar
O nascimento da criação,
Prima da solidão…

Escrever poesia,
É fazer magia…
É ver o ser por nós criado
Há tanto tempo esperado.
É ter o gosto de prova-lo
E de qualquer forma ama-lo…

Escrever poesia,
É fazer magia…
É cheirar o perfume tão desejado
É calma e exaltação…
É ouvir o ser amado
Pleno de coração…

Escrever poesia,
É fazer magia…
É ver um ser cheio de vida,
Connosco comunicar.
É pressentir logo à partida
As palavras que vai pronunciar…



27 de Dezembro de 2006
In "A Força do Ser"

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Desespero por algo, que nem sei o que é


Foto: Clarisse Silva
 
Desespero por algo, que nem sei o que é
Talvez uma outra coisa que nunca tive
Talvez uma coisa que nunca fiz
Ou talvez uma coisa que sempre possuí
Mas que nunca tive coragem
Que aparece dentro de mim
Faz-me acelerar o coração
E pede-me para escrever.
Começo a fazê-lo e sei o que é
Sinto que nesse local já estive
Como uma coisa que me diz
Que eu nunca a perdi
Que apenas fiz uma viagem
E que regressei por fim
Que acordei da ilusão
E uma nova vida tenho para viver.


23 de Outubro de 2006