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sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Cascata

Parque Nacional Peneda Gerês - Clarisse Silva


Cascata

E tenho uma cascata
D’ água cristalina
A cair nos lençóis
E deslizando
Pelo meu corpo
Me banha
Me aquece
M’ enlouquece…

Apetece
O irresistível.
Mergulho
Nado
Na correnteza
Do teu corpo
Entregue
A mim…

Cai a água
Sobre a água
Tal
O Amor
Sobre o Amor
Da nascente
À foz
Numa única voz.





31 de Agosto de 2011
© Direitos de autor reservados.

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Em mim

  (foto Clarisse Silva)

Em mim
 
Vagueiam
Palavras
Pensamentos
Turbilhões
E milhões
De mundos
Algures
Dentro de mim…



Passam
Trespassam
Me arrasam
Na razão de ser
Confrontando-me
Com esta apatia
Da filosofia inerte
Que verte sobre mim
O passado, o presente
E um futuro avistado.
 
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Clarisse Silva
5 de Novembro de 2010
© Direitos de autor reservados.

terça-feira, 19 de julho de 2011

Inventem-se novas palavras

livro em branco
(Imagem: retirada da internet; Autor desc.)


Inventem-se novas palavras

Inventem-se novas palavras,
Fora dos lugares comuns
Que acabamos por pronunciar,
Sem mais palavras para verbalizar.

Inventem-se novas palavras
Quando o silêncio impera
Perante uma alma que desespera…
 
Inventem-se novas palavras
Perante a dor sem esperança
Na resistência à resignação
E negação da condição!

Inventem-se novas palavras
Para servir de anestesia
Perante a martírio que permanece
Quando a dor não adormece!

Na ausência
De neologismos
Fica o silêncio
Invadido
Pelas lágrimas…


Clarisse Silva
19 de Outubro de 2010
© Direitos de autor reservados.

terça-feira, 21 de junho de 2011

Apatia

Foto: Clarisse Silva

Apatia


Abstraccionismo
E inércia
Uma apatia
Noite e dia…

Uma vontade
Desmedida
Torna-se realidade
Perdida…

Um sentimento
A despontar
Num pensamento
A ocultar…

A palavra
Apresentada
Sai apressada
Na madrugada.

A retina
Que se fecha
Abre a brecha
Da cortina…

Clarisse Silva
28 de Outubro de 2010
© Direitos de autor reservados.

terça-feira, 14 de junho de 2011

Cansada

Foto: Clarisse Silva
Cansada

Um quebra-gelo glaciar
Que quebre sem esforçar
Ou que o derreta de uma vez
E perceba a lucidez.

Estou cansada…
Cansada de pensar
Cansada de remar
Contra a maré…
Que apenas encontra
Verdades obstruídas
Tentativas suicidas
Actividades furtivas
De supostas felicidades
Compostas no exterior
Onde não existe amor.

Estou cansada…
Cansada de filosofias
De breves poesias
Profundamente ensaiadas
Estou cansada…
Cansada de teorias
Dia após dia
Sem vislumbrar a realidade
E expandir a claridade.


Cansada
Com sede
Com fome
Desacreditada
Nos homens
Sem crença.

Quero dormir
E repousar
E quando acordar
Voltar a sorrir.

Clarisse Silva
16 de Novembro de 10
© Direitos de autor reservados.

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Aos governantes de Portugal

Imagem: Henricartoon; "Os primeiros mandamentos"
Aos governantes de Portugal

Ó governantes de Portugal!
Porque se tornou normal,
Viverdes vos acusando,
E as pessoas cansando?

Ó governantes de Portugal!
Tendes nas mãos um país.
As pessoas vos vêem mal
Pois o mal vem da raiz!

Assim, esta pátria continua!
De tanga, ou mesmo nua!
Sem alegria na vida
E políticos de partida!

Saltam as pessoas para a rua
Reclamando direitos adquiridos!
Demonstrando a verdade crua
Aos seus eleitos queridos!





Clarisse Silva
26 de Outubro de 2006

do livro "A Força do Ser" (2010)
 

terça-feira, 26 de abril de 2011

Grassa sem graça

Foto: Clarisse Silva


Grassa a injustiça
Sem graça
Que atiça
Ainda mais
A corrupção.

Grassa sem graça
A injustiça
A preguiça
Do povo
Que atiça
Ainda mais
A corrupção.

 O esgotamento
À porta
Que aborta
Mas comporta
Ainda mais
Perversão.
 

Grassa sem graça
O fim…
No princípio
O precipício
Como resultado
Da decomposição …
 

Grassa sem graça
A desumanização…
Jazem os valores
Impera a impunidade
No cemitério da verdade
Aos pés da Humanidade!
 

Clarisse Silva
18 de Janeiro de 2011
© Direitos de autor reservados.

Postagem no Waf
Postagem no Luso-Poemas

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Almas perdidas


Foto: Clarisse Silva


Almas perdidas


Pobres almas
Almas pobres
Mentes podres.


Imundo
Poço
Sem fundo.
Seara de trevas
Em proliferação
Escuridão ladeada
Aprofundada
Nesse vácuo
Sem fim.


Submundo de ilusão:
Dor alheia
Em repetição
É epopeia
Sem fim.


Submundo de escuridão:
Distúrbio causado
É prazer declarado.
Pobres almas
De almas podres,
Têm um fim.


Carcoma fétido
Enquanto dura
Infestando perdura
Alimentando a loucura,
De uma figura
Que tem um fim.


Desfecho esperado
Ser por si amaldiçoado
Geme em consequência
Da sua demência!
Grita no fim, de desgraça
Sofre na pele a violência
Que causou ao semelhante
A léguas da consciência.


Almas perdidas…



Clarisse Silva
Ler mais: postagem no WAF

© Direitos de autor reservados.

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Passado sem futuro...

Este primeiro post de 2011, pretende ser, mais que uma mensagem de esperança, uma mensagem de força para cada um de nós fazer a sua parte em prol de um mundo melhor.


O chão está gasto, mais que pisado de tanto o ser sempre na mesma posição. Esta inverteu-se com o passar do tempo, pelo peso que levou em cima. Os dias gastaram-se, as noites sonharam-se. Tudo cresceu e por vezes foi cortado. Os dias ficaram cada vez mais pequenos, pois o sol escondeu-se por detrás de um céu cada vez mais carregado. Dissipem-se as nuvens negras criadas por nós para os dias voltarem a crescer, e renascer a natureza verdadeira do ser humano, em mais um ano, que pretende ser de transição. Essas razões caducas e caducadas estão mais que acabadas no cenário de imaginário passado sem futuro…


Clarisse Silva
Post no Waf


Bem hajam! Feliz Ano Novo!

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Dobram os sinos...

(foto: retirada da net; autor desc.)


À minha querida avó Emília


Dobram os sinos


Dobram os sinos ao som da dor
Da dor de te ver partir
Permanece o eterno amor
Depois do destino se cumprir


Dobram os sinos
Tocam a alma
Dos hinos que se pronunciam
Na tua chegada aos céus.


Dobram os sinos que anunciam
A tua partida
É apenas um até logo
Pois
Muda a morada, continua a vida.


Até sempre avó…!


10 de Novembro de 2010

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Conta-me sobre esse amor…


Conta-me sobre esse amor…


Conto-te
Sobre o sentimento ardente
A fluir no peito…
Conto-te
Sobre as minhas asas ocultas
Que me permitem vislumbrar
Realidades esquecidas
Outras desconhecidas…


Conto-te
Sobre o aconchego interior
Depois do pleno da paixão
Reflectido na lágrima
Que escorre pela face
Deixando-me ainda mais
Irradiante…


Conto-te
Sobre o preenchimento
Que me invade…
Sobre a solidão que partiu
E a chegada d’ alegria
A luz em cada dia…


Conto-te
Sobre a relatividade
De todas as coisas
Perante a companhia…
O olhar em sintonia
E o sorriso subtil
Que dele resulta…


Conto-te…
Conto-te…
Mas sinto muito mais.


Under Creative Commons License: Attribution Non-Commercial No Derivatives
© Direitos de autor reservados.

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

O 8º Elemento - Movimentos da alma (duetos)


(imagem retirada da internet; autor desc.)


- Enfrenta essa nova experiência com altivez, digo respeito pelo acto nobre que a morte nos proporciona, onde recomeça um novo movimento da alma, onde há encontros num plano que desconheces. Lembrar-te de um mundo que aguarda que os donos do templo se ergam, é quase segredar-te ao ouvido cores diversas, sons trazidos pela única sinfonia que me faz dançar de olhos fechados.


- E agora ouvir isto… logo hoje onde essa altivez se escondeu por detrás da dor, por detrás do calvário de ver um corpo a desfazer-se, e uma alma que nele agonia… eu sei! Eu sei… Eu sei que começará um novo movimento desse Eu, no entanto, hoje apetece-me chorar! Como se tudo isto se conjugasse com aqueles dias que, dizem, temos que nos enfraquecer, para depois ganhar um novo fôlego. Hoje só consigo olhar para a dor dos que lhe assistem, nas horas que passam e se colocam cada vez mais nas profundezas. Mergulhados na tristeza, o que se observa é o seu prolongamento. Quisera eu ter coragem para lhes relembrar do lado de lá, olhando-os nos olhos, quando estes apenas imploram uma nova oportunidade que, no fundo, sabem que poderão não ter. Hoje não, talvez amanhã…


- Esse “talvez” chegou-me aqui, mas não ficou muito tempo, porque sei que os teus tempos de dúvidas já se vão desanuviando. No entanto, foi um momento que fraquejou aos meus olhos. Os meus sentidos, abalaram mar adentro, despertando-me para uma nova onda migratória de objectos que se perpetuam além dos meus olhos. Só eles farão um trajecto similar às frequências de um sentir quebrado e gerado nos longínquos espaços, onde tento encontrar algo que me diga que o AMOR é a base de todos os encontros - cá e lá…


- Sim o AMOR. Ainda ontem tocavam de leve as mãos de quem ama e permanece no cuidado de quem perece. Aquelas mãos que ajudam sem nada esperar, parecem resignar-se à realidade. O AMOR nesse toque permanecerá para sempre, para além da passagem. O AMOR, apesar da dor, reconhece a importância do bem-estar do outro, como factor principal, tendo como solução essa mesma conformação. Essa abertura poderá talvez, trazer a paz de que necessita, reforçada com a filosofia de vida que por momentos não quis aceitar. Os horizontes alargam-se, o AMOR expande-se pelo universo na eternidade… Em silêncio lhe falo, agora nos olhos, quedando-nos perante a força além que nos domina, e o curso da vida que segue… inexoravelmente.




Epifania/Ainafipe/Clarisse

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© Direitos de autor reservados.

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Teu cheiro em mim

 


Tenho ainda o teu cheiro em mim
Dos corpos nos lençóis de cetim.
Dos beijos, do toque, da pele
Que findaram sem fim.

Na boca que continua a beijar-me…
No ar que continua a sugar-me…
Do desejo latente a desejar-me…
No devaneio louco sem ar…
No êxtase… no coração,
Pelas entranhas a latejar!

Viagem e passagem para outra margem.

Estou livre,
Na aglutinação do amor que me liberta.

Mente desperta
Na conjunção de poeta.
Na união de mente e coração,
Sou livre!

Sou livre,
Na liberdade de amar.
Só se ama na Liberdade,
Amar-te é felicidade!

Estar em ti,
Estando em mim
Fora de mim
Que me perdi.
És a luz do meu ser
Sou a luz do teu
Entramos no céu!

Sou livre com asas a planar,
Vem na eternidade me acompanhar!



© Direitos de autor reservados.

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Cinco minutos… (dedicado a Fê-blue bird)



Cinco minutos…
Cinco minutos do tempo que damos ao tempo
Em intervalos inspirados com palavras.
Dessas que se gritam, que se sussurram
O certo que é o desacerto que grassa…
No humor, apesar da desgraça…
Num denunciar como ponto de partida
Para a mudança que é exigida.
Lutemos, mundo, da forma que podemos
Para caminharmos na direcção certa
Sem o desacerto que nos acerta:
Nos quer decepar, depois de nos apertar!


Cinco minutos…
Reflectindo na crise económico-financeira
Parida pela crise de valores
Em forma de estupores!


Cinco minutos…
De actualidade, humor e sensibilidade.
Cinco minutos de claridade
Na escuridão que domina o estado actual
Cinco minutos que serão muitos mais
Na eternidade que perdura após a leitura.


“Só te peço 5 minutos…
Apenas 5 minutos, tirados de tantos mais, não é pedir muito... ou será?”


Clarisse Silva
Visite: http://sotepeco5minutos.blogspot.com/


Fê, a ideia desta música surgiu por impulso, sabe o porquê!?

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

No pairar no delírio das estrelas - Dedicado a Dolores Marques



Há uma compreensão avançada
A léguas deste tempo.


Há um desmistificar num novo olhar
Da existência antes de cá chegar.


Há na leveza da Luz,
A melancolia de aqui se encontrar
Com a certeza de presenciar,
Ao esgotamento dos recursos
Ao reorientar do pensamento
E a chegada de um novo estado.


Há uma Luz intensa a cintilar
Uma viagem garantida ao apreciar
O sentido da vida e do universo
Tomam a forma de um verso!

No pairar no delírio das estrelas
O deslumbramento redescoberto.


Amálgama de emoções,
Ponto de partida da vida
Ponto na viragem nascida
Do princípio do fim.


O verso,
É beijo no centro energético
No sexto sentido,
Em sentido do universo.


O verso,
É o despertar para o além
Na força a brotar
E na queda no cansaço.


Há, para além de tudo
O tudo que é o além
Da existência…
Os versos que nos beijam
E que tentam despertar,
A realidade oculta.


Há constelações,
Há emoções!
Há a força das marés
Na esperança que nos conduz
E nos bombeia de Luz!




quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Paraíso (desafio poético)

(foto: Clarisse)


Paraíso


A caminho…


Cravo as unhas na pele
Rasgo-me em pedaços,
Sentindo aqui o teu mel…


Sem noção de espaço
… que desapareceu,
Sou ilusório apogeu!


Limo as arestas, de frestas
Irrompo pela floresta
No teu encalço…


Galgo, supero percalços
Sentindo-te presente
Na minha mente…
Alimentada na necessidade
Da tua ausência
Nela em permanência.


… Paraíso…


É nos teus olhos mergulhar
O teu abraço me aconchegar
Após a eternidade que nos separou.


É o arrepio
É todo o corrupio
Que docemente me envolve
Em provocante regozijo.


É exausta…
Entregue a ti adormecer,
Envolvida no teu afago…
Com a lágrima a percorrer
A face de felicidade
Na voracidade do término,
Que não existiu
Ela se sobressaiu.


E se sobressai…
… No paraíso!



http://www.worldartfriends.com/modules/publisher/article.php?storyid=29842

© Direitos de autor reservados.

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

A nova revolução I

  (foto: Clarisse) 


I


Proibido o despudor no poder
Enraizado e alimentado
Nas cabeças desumanizadas
Em objectos infrutíferos e efémeros.


Proibida a desfaçatez e a mascarada tez
Em obvia falsidade.


Proibida a crença nas imagens humanas
De mentes insanas
Carregadas de moral,
Neste universo perfeito de despeito.


Proibida a proliferação da peste
Que vomita adjectivos e ideais
De sonhos provocados e irreais.


Proibido a audição de gravações
Realizadas em directo
Directamente aos corações.

Proibidas televisões manobradas
Em manipulações internamente forjadas
Em diárias jornadas
Perfumadas de cravos
Transformadas em escravos
No fim da ditadura
E continuação da escravatura.


Que seja proibido
O uso da liberdade
Em abuso da idoneidade…!

Que seja proibido
Gravadores ambulantes
Fingindo-se de pessoas
Se achando importantes.


 
 
 
© Direitos de autor reservados.

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Há no silêncio

No silêncio das palavras, que grita o sentimento
Da dor do corpo, petrifica a alma…
A mente em bloqueio, inóspito pela razão
Que escasseia,
À primeira vista
À segunda vista
Ao pensamento mais estudado e aprofundado
Desconhecida…


Há no silêncio a dor, a escuridão, a esperança
Que viajou sem hora para regressar.


Há no silêncio as palavras que não foram ditas
Pela obrigação do encorajamento.


Há no silêncio o olhar nos olhos, lânguido
A resignação à realidade, a angústia.


Há no silêncio a força que findou
Aos pés do pedido de socorro.


Há no silêncio o princípio e o fim
O regresso após esta passagem.


No silêncio...
 
 
 
© Direitos de autor reservados.

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Perco-me

 
(foto: Clarisse: barragem do Carrapatelo)


Eu perco-me,
Não me querendo perder.
Eu fujo-me,
Não me querendo fugir.
Vou atrás de mim
Repouso no meu jardim.

Vejo-me…
Em flores… em odores
Imensidade de amores…

Sinto-me…
Em magia de eliminar
A palavra voltar.

Respiro o mais puro ar…

Negação da eliminação
Realidade à vista.
Crueldade…

 Vejo o erro que cometi,
Nada de eliminações.
Conjugo o verbo desprezado
Volta o sentimento abençoado.

Não digo não a nada
Apenas sigo o caminho do sim.

*

Perco-me,
Querendo me perder.
Acho-me,
A cada instante
Que me perco.

A cada instante
É aliciante

Eu perco-me
Esvazio-me.
Eu encontro-me
Arrepio-me.

Será a perdição a verdade?
Ou será a realidade?

Quando perdida
Estou no meu mundo.
Estou de saída,
Da realidade
Desconheço esta sociedade.

Perco-me
Querendo (não) me perder.



© Direitos de autor reservados.

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Máscaras


(foto: retirada da net)


Canso-me depois de me cansar, gasto-me depois de me gastar…
Acalma-te coração, não vale a pena a inquietação.

Não deixes as rugas chegarem e se enraizarem,
Respira fundo, na transpiração do rubor em desatino
No desalinho das mentes cansadas das máscaras
Se desmascaram a si próprias, constantemente.

Ouvem-se vozes em harmonia, dia a dia,
Vêem-se rostos de tristes criaturas contentes,
Enchendo os bolsos, cantam, riem, dançam,
Na virtualidade da vida vivida sem existência.

Nessa senda de existência sem vida, na mentira
Mentem ao sabor do ar que respiram,
Ouvimos nós boquiabertos, sem resposta
Ao devaneio louco do embuste aceite pela sociedade.

E assim acaba a história, pois assim se quer
Pensar cansa a beleza, da inimputável gente
… que somos no mundo… mas que mundo?!
Que gente, que futuro, que moral, que valores?!

Permaneço na inquietação de ter que me acalmar.




© Direitos de autor reservados.