quarta-feira, 29 de julho de 2009

ANASTACIA EM GUIMARÃES_HEAVY ROTATION TOUR


Assisti, na passada quinta feira em Guimarães, ao concerto de Anastacia no Multiusos. Foi qualquer coisa de fantástico! A sua voz que impressiona ainda mais ao vivo, as músicas e presença em palco, e uma outra coisa que ainda me fez gostar mais do espectáculo: a sua humildade! A artista merecia uma casa a abarrotar de fans, mas mesmo não estando completamente lotado, foi um espectáculo memorável! Parabéns! Postarei as fotos que consegui tirar, pois o entusiasmo, muitas vezes, não dava para mais nem para melhor...! Bem haja ANASTACIA...!

terça-feira, 21 de julho de 2009

Reflexão: Mais em favor da Humanidade - Joanna de Angelis

(Gaia, tirada por mim)

LXXX


Podes fazer mais em favor da humanidade se te dispuseres a isto. Distende a mão a alguém caído; diz uma palavra cortês a outrem; sorri para uma pessoa solitária, acenando-lhe fraternidade; presenteia um amigo com uma flor; faz sorrir um triste; enlaça em ternura um desafortunado... Há moedas de amor que valem mais do que os tesouros bancários, quando endereçadas no momento próprio e com bondade. Ninguém dispensa um amigo, nem desdenha um gesto socorrista. Disputa a honra de ser construtor do mundo melhor e de uma sociedade mais ditosa.


Livro: Vida Feliz

Joanna de Ângelis - Psicografia de Divaldo P. Franco

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Poema de Fernando Pessoa

(Peso da Régua, Clarisse)
Ela canta, pobre ceifeira


Ela canta, pobre ceifeira,
Julgando-se feliz talvez;
Canta, e ceifa, e a sua voz, cheia
De alegre e anônima viuvez,


Ondula como um canto de ave
No ar limpo como um limiar,
E há curvas no enredo suave
Do som que ela tem a cantar.


Ouvi-la alegra e entristece,
Na sua voz há o campo e a lida,
E canta como se tivesse
Mais razões pra cantar que a vida.


Ah, canta, canta sem razão!
O que em mim sente ‘stá pensando.
Derrama no meu coração a tua incerta voz ondeando!


Ah, poder ser tu, sendo eu!
Ter a tua alegre inconsciência,
E a consciência disso! Ó céu!
Ó campo! Ó canção! A ciência


Pesa tanto e a vida é tão breve!
Entrai por mim dentro! Tornai
Minha alma a vossa sombra leve! Depois, levando-me, passai!





Fernando Pessoa
Cancioneiro