segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Poesia: Arrepios


Os arrepios banhavam-me o corpo
Quando ao ouvir aquilo pensei:
«Era bom que assim fosse…»
Mas quando vi que não, chorei!...

Mas enquanto ouço, vou esquecendo
A mágoa que vai dentro de mim…
Ao ligar vou aquecendo
O gelo derrete enfim…

Ao lá chegar novamente,
Vai começando a esfriar
É como uma dor constante
Que me impede de andar…

É ter um pesadelo acordada…
E sentir um imenso vazio…
Não vale de nada ser esforçada
Lá volta o arrepio!...



Fins de 1998 ou inícios de 1999
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sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Poesia: Não sei o que escrevo

Não sei o que escrevo
Ou porque o faço
Escrevo para descarregar
Faço-o por gostar
Como agora o fiz:
Fui atrás, li e reli
E nada entendi
Mas alguma coisa me diz…

É coisa de loucos, e ninguém entende
Quando estou louca escrevo
Quando estou lúcida não entendo.
Por isso, tudo depende
Se uma crise estou tendo.

Releio e não me lembro
Como o escrevi
Olho para mim
Vejo então que me abri.

Volto a olhar, mas está fechado
Volta tudo a ser complicado.
Mergulho no recente passado
Sinto o futuro perfumado.



10 de Outubro de 2006



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quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Poesia: Desvairados
















(foto: Clarisse)



Adiam-se problemas…
Não se acham soluções.
Criam-se mais dilemas,
O resultado: confusões!
Mete-se os pés pelas mãos…
Não se vê o que se faz…
Desvairados pela sociedade…
Depois, não encontram paz!
Vivem pela aparência,
Esquecem a própria vivência.
Fogem até não mais poder,
No fim desse poder, não sabem o que fazer!

27 de Janeiro de 09



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quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Poemas: Desequilíbrio

Debato-me com problemas existenciais
Com assuntos tão triviais.
Sinto-me tão adormecida,
Alma de mim fugida?

Se aprendi realmente a lição?
Já não tenho certeza.
Torna-se tudo uma confusão…
Junto com ela uma tristeza.

Sinto uma enorme vontade
De pedir perdão
Dentro da minha verdade,
Equilibro o coração e razão?...

Nem que seja por um momento,
Que talvez posso mudar uma vida…
Perdoo-me por todo o momento,
Em que estive de mim fugida!

O que é estar assim?!
Não é fácil explicar…
É saber que se tem um jardim,
Mas com o caminho não se dar!...
É estar mas não estar…
É ser sem se ser…
Para qualquer lado se caminhar
E não se saber o que fazer!...

É de repente tudo mudar,
E caminhar decidida!
Para de seguida o corpo parar,
E ver a alma perdida...
É ter outra vez a noção,
Que nada pode estar perdido.
Num momento sem confusão,
Torna-se tormento sem sentido!...

Falta-me assim descobrir,
Como deverei agir:
Se me deixo ser decidida,
Ou me deixo levar pela vida?

28 de Setembro de 2008

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quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Poemas: Escrever poesia











(foto: Clarisse)

Escrever poesia,
É sentir um alívio, é alegria!
É ver a forma de um ser,
Que não a tinha, é vencer!


É ultrapassar uma torpeza
Ir para além do imaginável…
É constituir uma grandeza
De algo inalienável!...


É barreiras construir
E de seguidas as quebrar
Só pelo gosto de sentir
A liberdade de criar.



É sentir que a liberdade
Foi suficiente, e é terminada.
É sentir uma imensidade
Que precisa de ser amada.



20 de Dezembro de 2006




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