terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Poema da Semana "Vozes"

Foto: Clarisse Silva


Vozes


Ouço vozes aqui dentro
Que fazem doer de saudade
Saudade do que não vivi
Mas, as vozes estão aqui
Elas reclamam lembranças
E de lembrar tenho vontade


Ouço vozes aqui dentro
São fantasmas que maltratam
E eu busco lugares perdidos
Um aperto que não faz sentido
Ouvindo, lá dentro do peito
Sentindo o que as vozes relatam


Ouço vozes aqui dentro
E eu chamo pela memória
Ouvir demais me faz querer
Não ouvir me faz sofrer
Elas sabem o que não sei
Estas vozes, minha história


Ouço vozes aqui dentro
E tenho que procurar
A resposta está na alma
Está num sopro que me acalma
E nesta estrada paralela
Outra vida eu vi passar

Ouço vozes aqui dentro
Num sentimento doído
Saudades de quem não vi
E que permanece bem aqui
E cochicha em meu ouvido
Em tom que me é conhecido


_ Sou presente no teu sangue
Sou passado em tua história
Já fui pai e avô querido
E neste elo não perdido
Vai-se a vida e fica glória
De morrer e em ti deixar
O meu sangue em ti pulsar
Nosso sangue tem memória

Por que sinto saudades de lugares que não passei e o gosto daquelas brisas ainda sinto em minha boca?


Autora: CarmenLuMiranda

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quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Almas perdidas


Foto: Clarisse Silva


Almas perdidas


Pobres almas
Almas pobres
Mentes podres.


Imundo
Poço
Sem fundo.
Seara de trevas
Em proliferação
Escuridão ladeada
Aprofundada
Nesse vácuo
Sem fim.


Submundo de ilusão:
Dor alheia
Em repetição
É epopeia
Sem fim.


Submundo de escuridão:
Distúrbio causado
É prazer declarado.
Pobres almas
De almas podres,
Têm um fim.


Carcoma fétido
Enquanto dura
Infestando perdura
Alimentando a loucura,
De uma figura
Que tem um fim.


Desfecho esperado
Ser por si amaldiçoado
Geme em consequência
Da sua demência!
Grita no fim, de desgraça
Sofre na pele a violência
Que causou ao semelhante
A léguas da consciência.


Almas perdidas…



Clarisse Silva
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segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Poema da Semana: "É natal, e há sinos a tocar lá fora."

Diz-se que Natal é quando o homem quiser... Deixo-vos este texto que me tocou particularmente. Um texto inspiradíssimo, apreciem!


Foto: jvc - Joao Vicente em Olhares



É natal, e há sinos a tocar lá fora.

Insuflados egos. Poetas cegos.
Hora de acordar, há morte lá fora a rondar pessoas de pele e osso. Abutres ao céu.
Clarividência, assombro de voz.
Iluminadas mentes à perseguição do miolo da noz.
A revelação das palavras vãs, gordas e fartas de carvão a esborratar folhas e folhas, e, mais folhas.
Não sei de vós.
Poetas.
Sei do tempo delicado, em volta do ninho de um pardal, que por si aprende a voar.
Sei do espaço escuro, que comporta as paredes da caverna impenetrável onde o mar liberta a fúria e sei da matéria indivisível que se forma na extensão da base, da montanha dos justos.
Sei com quantos passos se percorre a estrada das lágrimas, que guia as almas à elevação para assim, aceitarem caladas o gume da foice, antes de descerem ao inferno ou subirem ao céu.
Não sei de vós.
Insuflados egos. Poetas cegos.
Clarividência, assombro de voz.
Renasço e morro, por cada vez que nasce e morre uma criança, e renasço sempre, com o vazio da vida perdida e não vivida, a latejar no peito.
Sei de crateras assombradas nos confins do cosmos, onde agonizam as estrelas que deixam de brilhar, sopradas pela mais fria solidão.
Não sei de vós.
Poetas.
Iluminadas mentes à perseguição do miolo da noz.
Palavras ocas, vestes de falsos puritanos, roupas que me impõem, rasgadas. E não, não quero saber delas também. Que ardam na fogueira do apocalipse.
Sei da inevitabilidade da morte, e do seu valor, pela medida e grandeza da vida dos homens íntegros, não dos que de íntegros se fazem, e sei da necessidade da dor, e do seu significado, pela intensidade do sofrimento - aquele sofrimento que me trazem.
A maior das dores, é causa directa do impacto de pedras, e por serem pedras e mudas, não falam sobre a motivação da mão que as lança no escuro.
Sei, que sem mágicos não há magia. Sei do natal das crianças que ainda acreditam e sonham, e do natal dos pais das crianças que não podem e sofrem, em lágrimas a pender sorrisos e afagos à ceia remediada.
Pudesse eu ignorar, fechar os olhos e não andaria à volta do meu umbigo a inventar esta forma de escrever amor.
Iluminadas mentes à perseguição do miolo da noz.
Poetas.
Nada sei de vós.
À pretensão em meus pensamentos. Sequer. Um balde de água suja, a dizer-se parte do oceano azul.
Mas sei, o que me faz homem por inteiro, e erguer face à adversidade.
Não há palavras nem vontades que me quebrem e retirem dignidade.
Não há palavras que derrubem os homens, que se formam e crescem apoiados no respeito.
Sei de mim e dos que amo, e dos princípios pela honra, que me fazem levantar, ser e viver.
Até ao dia, que me foi designado, para morrer.
Não sei de mais ninguém e nunca quis saber.
Clarividência, assombro de voz.
Poetas.
Nada sei de vós.
É natal, e há sinos a tocar lá fora.


Autor: Nuno Marques
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terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Passado sem futuro...

Este primeiro post de 2011, pretende ser, mais que uma mensagem de esperança, uma mensagem de força para cada um de nós fazer a sua parte em prol de um mundo melhor.


O chão está gasto, mais que pisado de tanto o ser sempre na mesma posição. Esta inverteu-se com o passar do tempo, pelo peso que levou em cima. Os dias gastaram-se, as noites sonharam-se. Tudo cresceu e por vezes foi cortado. Os dias ficaram cada vez mais pequenos, pois o sol escondeu-se por detrás de um céu cada vez mais carregado. Dissipem-se as nuvens negras criadas por nós para os dias voltarem a crescer, e renascer a natureza verdadeira do ser humano, em mais um ano, que pretende ser de transição. Essas razões caducas e caducadas estão mais que acabadas no cenário de imaginário passado sem futuro…


Clarisse Silva
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Bem hajam! Feliz Ano Novo!

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

FELIZ ANO NOVO

Foto: Clarisse Silva


A todos os leitores, visitantes e seguidores deste blogue votos de BOAS FESTAS e um FELIZ ANO NOVO!

Clarisse Silva

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Retalhos de Natal

«CONTO COLECTIVO DE NATAL»

Desafio do Blogue Só Te Peço 5 Minutos


Aproximava-se a véspera de Natal, e lá longe na terra do Pai Natal, a azáfama era enorme.O Pai Natal conferia nos seus apontamentos, e conversava directamente com o aniversariante (o Menino Jesus)sobre quem seria merecedor de prenda, este ano.
O Menino Jesus dizia que todos mereciam prenda, uma vez que, de uma forma ou de outra, tinham-se comportado bem durante ano, pelo menos em parte dele. Já o Pai Natal fazia contas à vida era, perante as restrições orçamentais impostas pela Mãe Natal, mais comedida nas prendas.
Por fim, chegaram a um consenso todos os meninos e meninas do mundo seriam presenteados com muito amor, carinho, saúde e... para os rapazes livros e carros ou bolas, para as raparigas bonecas e livros.
Assim, desde a Lapónia e para todo o Mundo, viriam prendas inesquecíveis para todas as crianças da Terra com votos de UM FELIZ E SANTO NATAL PARA TODOS...
      

...mas a noite é ainda menina. Afastado que foi o cortinado, está ali, debruçado à janela, a espreitar o tempo. Tempo que lhe parece quedo, refugiado na solidão. Não sabe por quanto se espraiará a espera. Então, dá-se a mexer nos pensamentos com a delicadeza de um ourives trabalhando a filigrana de ouro. Vai pensando que há canteiros mortos onde as flores não crescem, e rios que não correm. Pergunta-se se o sol-posto regressará. Volta a espreitar o tempo.
 
 
 
  
  ...Sim, ela há-de chegar, porque este Natal vai ser especial e todos são importantes.. O seu pequeno coração de pássaro azul estava ansioso e palpitante.

Enviou uma mensagem a todos os seus amigos a pedir-lhes para cada um contribuir com aquilo que têm de mais precioso e único, a imaginação. Sabia que todos iriam colaborar e fazer deste Natal o mais divertido e original, mas...  
 
   
   
...o bom do Pai Natal andava um bocadinho nervoso. A grande noite de natal aproximava-se e ele estava com dificuldades sérias: as fábricas ainda não lhe tinham enviado os brinquedos e o carro das renas estava avariado. Já via os meninos de todo o mundo a ficarem muito tristes porque, neste Natal, iam ficar sem brinquedos. Foi então que...
 
 
 
 
 
...eu e o meu irmão mais velho (viriam ainda mais 2) dormíamos no mesmo quarto, numa casa onde electricidade só muitos anos mais tarde, tal como a água canalizada. Sabíamos que o Pai Natal nos presenteava sempre com uns chocolates que representavam várias figuras, embora ocas. Como comer chocolate era coisa rara a expectativa era grande. Antecipadamente lá punha-mos na chaminé um sapato de cada.
Embora muito crianças, já questionávamos a existência do Pai Natal. Se não houvesse outra razão, achávamos estranho o nosso sapato, só tinha chocolates, nada de presentes como os que víamos outros miúdos receber. Nah! Não podia ser, havia qualquer engano. Nada como “apanhá-lo “em flagrante e perguntar-lhe directamente, como é que era. Se éramos todos filhos de Deus, porque é que uns, eram mais filhos do que outros.
Numa noite de Natal decidimos manter-nos acordados. Quando o sono apertava dávamos beliscões um ao outro e assim aguentámos até que um barulho suspeito denunciou a presença do tal Pai Natal.
Levantá-mo-nos de rompante dispostos a ter uma conversinha séria com ele.
Surpresa! Apanhamos foi o nosso Pai com a mão na massa, ou seja a distribuir equitativamente os tais chocolates pelos dois sapatos. Acabou o mito e ficou a desilusão...


...Ainda a coxear de tanto beliscão, aproveitámos para agarrar o Pai Natal pelas barbas e eu aproveitei logo para dizer:
-Finalmente, vamos ter uma conversinha... queremos saber o porquê de só termos chocolates porque apesar de nos termos portado muito bem e estudar todos os dias, têm sido anos a fio sem brinquedos... daqueles que vemos dar aos outros meninos...



...assim quando avistou o Pai Natal, a pequenada que aguardava na praia a sua  chegada entrou em alvoroço. Enfrentando a temperatura gélida da  água, precipitou-se para o meu rochedo para as desembrulhar...



  ... Os pais da pequenada ficaram surpreendidos com o desaparecimento dos  filhos e correndo, também eles em direcção ao rochedo, estacaram  boquiabertos. O Pai Natal, a pedido de uma Avó babada e muita saudosa  das suas netocas Afrikanas, decidiu descer num balão insuflável e muito  colorido, em plena luz do dia, na praia mais límpida e azul do Oceano  Índico...






...e como o Pai Natal é um tipo fiche e viu a pequenada prestes a apanhar um resfriado, voltou para os levar para a praia e assim poderem agasalhados se recomporem e brincarem com as prendas que receberam.

Felizes os pequerruchos viram o trenó do Pai Natal se elevar para lá da serra e continuar a entrega das restantes prendas, pois já estava com algum atraso e não queria que as crianças ficassem mais ansiosas do que é normal em véspera de Natal...



...Andavam assim todos em desatino, por todos sítios e lugares, esquecendo até o menino. Menino de Jesus chamado e nas palhinhas deitado. O pai que tinha sido apanhado em flagrante achocolatar sapatos fingindo-se de um pai que não era, não conseguia disfarçar a contrariedade. Como iria explicar à restante família que fora apanhado e causador por desfazer uma crença que todos julgavam comum a toda e qualquer criança. Foi então que o filho mais velho, ainda dorido pelos beliscões do mais novo, arquitectou um plano. Explicou ao pai, com o espanto do mais novo, dada a bem engendrada proposta de encenação. Os três combinaram nada ter acontecido. Os irmãos, fingiriam continuar em sonhos natalícios e o pai fingiria não ter sido apanhado. E assim, em grande cumplicidade, juntaram-se aos restantes familiares. Foi tal o teatro que todos os adultos ficaram convencidos que continuariam a prolongar o mito dos putos. O mais velho piscou o olho ao mais novo e depois ao pai e os três esboçaram um sorriso de indulgência. É que para a gente crescida há que ter paciência. O menino Jesus, amante da verdade, também sorriu continuando nas palhinhas onde continuava deitado (acho que por gostar da verdade e que veio a ser crucificado). Mas não só o menino fez isso, foi todo o presépio a sorrir e também a estrela iluminada. Até o camelo do rei Belchior soltou uma sonora gargalhada.…"

 ...Aconchegados pelo quentinho que brotava da fogueira, até parecia que naquela noite o seu calor tinha “um aspecto” especial, o mais pequeno da família, ergueu-se lentamente do sofá e sentou-se de mansinho no colo do Pai, levantou o braço, ergueu a mão e passou-a levemente pela cabeça do Progenitor, num claro tom de carinho fraterno. A este gesto o Pai respondeu com um beijinho ternurento. A criança repetiu o gesto num ritmado bailado de festinhas, quando de repente pára, desloca o seu olhar para o do Pai e pergunta: - Papá afinal o que é o Natal? ...




 
...- O Natal meu filho é aquela época em que todas as famílias e amigos se reúnem para mostrar o quanto se amam. Não importa o quanto se magoaram durante o ano o que importa sim, meu filho, é que com o nascimento do Menino Jesus todos se apoiam se reúnem e assim como os Reis Magos vieram lá do Oriente com presentes para o Deus Menino, nós também nesta época trocamos prendas. Mas o que importa meu filho é o Amor,o Perdão e a União de todos. Percebeste meu filho?
- Sim pai, mas, por que é que é só no Natal que existe o perdão?
- Sabes meu filho...
 
... no Natal as pessoas percebem quem lhes faz falta, aqueles de quem têm saudades, porque é tempo de paz e de união, mas não só no Natal existe o perdão, quem tem um bom coração, quem é capaz de perdoar, tem essa capacidade durante todos os dias da sua vida de perdoar e de amar.
- Papá, isso é que é o amor?


O pai, com os olhos brilhando pelas lágrimas que teimava em esconder, respondeu-lhe com ternura:
-Sim meu filho, O AMOR É ISSO!


Mas, chegou finalmente o ano das prendas especiais.
Sim, o pai Natal e o Menino Jesus esperavam há muito por este ano, para finalmente todo o mundo receber estes presentes.
Ao contrário do que sempre foi até à data na história, os meninos de todo o mundo não iriam receber carrinhos, bonecas ou jogos, o que, mesmo sem ter a preocupação das compras, deixava o pai Natal e o Menino Jesus um pouco ansiosos, não porque não saberiam a reacção do mundo, mas porque queriam ver o seu resultado final.
Juntos, Menino Jesus e pai Natal, iriam formar uma força única para revolucionar o mundo.
Como sempre, os meninos estavam ansiosos para receberem as prendas que pediram nas milhões de cartas recebidas:
- Jesus está pronto, podemos partir?
- Espera um pouco, dá-me as tuas mãos…E juntando as suas mãos, ficaram em silêncio, ambos de olhos fechados.
As ceias de Natal do mundo inteiro estavam a decorrer e eles iniciaram a viagem. Os meninos, ansiosos, perguntavam às famílias, quando chegaria o pai Natal. As horas não passavam…
Chegada a hora, entraram na primeira casa… e em Portugal. Mãe, avó, um menino e uma menina, a morar numa casa exígua, onde se viam várias bacias a segurar as pingas que caíam do telhado. Ao vê-los juntos os dois, ficaram estarrecidos e sem reacção…
- oh oh oh, Feliz Natal…!
- Feliz Natal…!
E virando-se para o saco (muito mais pequeno que o habitual) do pai Natal, tiraram de lá uma bola de luz que ia ficando maior à medida que ia sendo tirada do saco. Juntos, o Menino Jesus e o pai Natal faziam crescer e crescer ainda mais aquela bola de luz, que começava a irradiar pelo pequeno espaço. Da noite se fez dia, e a Luz permaneceu para sempre naquela casa. Imóveis e fascinados, os moradores nada diziam... O esboçar de sorriso nos seus rostos reflectia o que estavam a sentir. A claridade exuberante foi voltando ao normal, e foi ver o espanto e a felicidade perante o cenário em que estavam: do telhado já não pingava, as paredes estavam brancas, os armários e o frigorífico estavam cheios de comida…
- O Menino Jesus?!... O pai Natal?!...– Tentava a mãe perceber.
- Mãe olha para a cozinha… - Balbuciou a menina ao mesmo tempo que apontava com o indicador.
- Mãe olha para o chão… - Exclamou o menino.
A mãe não sabia para onde olhar…
- Oh meu Deus…! - Exclamou a avó de mãos no rosto sem acreditar.

Na mesa da cozinha, também ela nova, tinha três envelopes. Para a mãe, estava escrito:
“Amada: Continua a lutar e a seres tu própria. Este ano não trazemos nada do que é habitual, mas dizemos-te para ires à empresa que fica na Rua das Flores, logo que comece o ano. Tens lá o trabalho que sempre sonhaste e lá te darás bem. Os problemas acabaram hoje. Feliz Natal com Amor…!”.

Para a avó estava escrito:
“Amada: Sabemos que a tua vida não foi fácil, mas estás de parabéns. Terás agora uma velhice em paz nesta casa nova, junto dos que amas. Os problemas acabaram hoje. Feliz Natal com Amor …!"

Para os meninos estava escrito:
“Paulo e Teresa: Este ano não trouxemos um brinquedo com que possam brincar, mas trouxemos Luz e uma casa nova para vocês, sabemos que não ficarão tristes, pois todos os vossos problemas acabaram hoje. Feliz Natal com Amor…!"

Depois de lidas as mensagens foram-se sentar nos sofás da pequena salinha totalmente renovada, sem saberem o que pensar, olhando em volta e interrogando-se: teria sido um sonho? Teriam mesmo recebido a visita do pai Natal e do Menino Jesus? O que aconteceu à casa? E foi assim que tiveram um Natal realmente feliz, e que mudou as suas vidas para sempre.
No dia seguinte, cada casa, cada canto, vibrava em Luz, e ninguém queria perder essa sensação. O mundo tinha-se transformado… todo o sofrimento tinha desaparecido… a partir daquele Natal, reinou o Amor na terra para sempre, e toda a felicidade que ele traz.


FIM