I heard that you're settled down
That you found a girl and you're married now
I heard that your dreams came true
Guess she gave you things I didn't give to you
Old friend, why are you so shy?
Ain't like you to hold back or hide from the light
I hate to turn up out of the blue uninvited
But I couldn't stay away, I couldn't fight it
I had hoped you'd see my face
And that you'd be reminded
That for me it isn't over
Never mind, I'll find someone like you
I wish nothing but the best for you two
Don't forget me, I beg
I remember you said:
"Sometimes it lasts in love, but sometimes it hurts instead"
Sometimes it lasts in love, but sometimes it hurts instead, yeah
You'd know how the time flies
Only yesterday was the time of our lives
We were born and raised in a summer haze
Bound by the surprise of our glory days
I hate to turn up out of the blue uninvited
But I couldn't stay away, I couldn't fight
I had hoped you'd see my face
And that you'd be reminded
That for me it isn't over
Nevermind, I'll find someone like you
I wish nothing but the best for you two
Don't forget me, I beg
I remember you said:
"Sometimes it lasts in love, but sometimes it hurts instead"
Nothing compares, no worries or cares
Regrets and mistakes, they're memories made
Who would have known how bitter-sweet
This would taste?
Nevermind, I'll find someone like you
I wish nothing but the best for you
Don't forget me, I beg
I remember you said:
"Sometimes it lasts in love, but sometimes it hurts instead"
Nevermind, I'll find someone like you
I wish nothing but the best for you two
Don't forget me, I beg
I remember you said:
"Sometimes it lasts in love, but sometimes it hurts instead"
Sometimes it lasts in love, but sometimes it hurts instead, yeah
Consola-me o toutiço - barafustado com tanta crise e dificuldade -, saber que algures no mundo aí em cima, te encontras a olhar por nós, com a maternidade que te é própria de uma mãe cuidadosa. Não falo no que era, mas no que é. Não é passado, mas um presente que mudou de endereço. Vivo com a tua vida dentro de mim, pelas veias que contêm o teu sangue e a tua hereditariedade, e pelo amor que permanece imutável com a tua partida.
Relembro com saudade o tempo em que, cheia de força, rumavas ao trabalho, com a cadelinha que sempre te acompanhava para todo o lado, e eu pensava muitas vezes para mim: “quando for grande gostava de ter assim força como ela”. Contagiava-me aquela tua energia, cheia de força e determinação no caminho para o trabalho árduo que tinhas pela frente. Tentava imitar-te com o sacho na mão enterrando na terra, para que todos vissem que era tua neta e também tinha força de braços. Relembro a tua personalidade forte, o que sempre me traz ao sentimento a brancura de onde estarás, a lucidez, a paz e o sentido de que tudo acontece por alguma razão. Neste fio condutor de pensamento, materializado nestas letras, aproximo-me de ti na esperança de te encontrar um dia, nesse mundo melhor do que este.
Sabes, creio que noutro tempo que ainda é este, nunca te ofereci flores, não sei porquê. Não que esse pensamento me traga dor ou arrependimento, pois ofereci-te outras coisas vindas daqui de dentro, mas agora apetece-me oferecer-te flores. Deixo-tas lá, não a pensar que a tua alma estará ali, mas como uma necessidade minha, deixando o meu beijinho cheio de vida gravado na flor que trato como se fosse o teu rosto… Até logo avó.
"Pai querido, enquanto a noite
Traz a benção do repouso,
Recebe, pai carinhoso,
Nosso afeto e devoção!...
Enquanto as estrelas cantam
Na luz que as empalidece,
Vem unir à nossa prece
A voz do teu coração.
Não te perturbes na estrada
De sombras do esquecimento,
Não te doa o sofrimento,
Jamais te firas no mal.
Não temas a dor terrestre,
Recorda a nossa aliança,
Conserva a flor da esperança
Para a ventura imortal.
Enquanto dormes no mundo,
Nossas almas acordadas
Relembram as alvoradas
Desta vida superior;
Aguarda o porvir risonho,
Espera por nós que, um dia,
Volveremos à alegria
Do jardim do teu amor.
Vem a nós, pai generoso,
Volta à paz do nosso ninho,
Torna às luzes do caminho,
Inda que seja a sonhar;
Esquece, um minuto, a Terra
E vem sorver da água pura
De consolo e de ternura
Das fontes de "Nosso Lar".
Nossa casa não te olvida
O sacrifício, a bondade,
A sublime claridade
De tuas lições no bem;
Atravessa a sombra espessa,
Vence, pai, a carne estranha,
Sobe ao cume da montanha,
Vem conosco orar também."
"Meros objectos o homem representa, para serem depois de usados, depositados para um qualquer canto, amontoando um local já carregado de lixo. Simplesmente restos em estado de decomposição avançada, mas que ainda assim, submergem por vezes, para alimentar a arrogância dos seus gigantes proprietários, em troca de umas míseras migalhas." - Clarisse Silva, Janeiro de 2002.
Em 2011 estes locais estão maiores, muito maiores. A mudança é inevitavel.
Não. Não saias desse teu casulo. Não perguntes como estou, como tenho passado, se algo me tem preocupado. Fica nesse teu mundo, onde não me atrevo a penetrar. É um gelo ardentemente espesso que me impede de te observar. Onde estás? Sim, tu, sangue do meu sangue, que me deu vida e que vejo todos os dias embora nunca consiga observar. Falas uma fala que não me diz o que um dia gostaria de ouvir, sem apetrechos, sem medos, despindo a alma do tanto que há por dizer. E o que eu te poderia dizer? Ah… Poderia falar-te das mágoas que se avolumam de cada vez que não vejo a atenção ser dada da mesma forma a todos; poderia falar-te daqueles pequenos nadas do quotidiano que tanto gostaria que existissem, ao invés de te ver todos os dias assim; poderia falar-te de um olhar que ficou por dar, uma palavra que ficou por dizer… Tanto que teria para te exprimir que fico-me assim, tal como tu, nesta masmorra consentida conscientemente até que qualquer dia tenha a força e a coragem - caso não a tenhas tu -, de ultrapassar essa parede de gelo que criaste à tua volta. Por enquanto, tomada pelas mágoas que insistem em crescer em mim - mesmo quando nada o faria prever, após uma alegria mútua -, não me sinto com a mínima disposição de tentar mudar tudo isto. Rendo-me perante esse monstro invisível que existe entre nós, não com medo, mas com desconsideração face a toda esta situação. Se queres permanecer nesse casulo, quem sou eu para dizer que não deves?!