terça-feira, 17 de janeiro de 2012

"Nosso Lar" - O Filme



Um apelo à vida. Um chamar de atenção ao mundo. Entre tudo aquilo que se sente ao ler este livro e assistir ao filme, só pode nos marcar para sempre!
As diferenças entre a película e a obra de onde deriva, são notórias, no entanto, a força da imagem e a mensagem passam, fazendo-nos refletir no porquê de estarmos aqui, e no porquê da existência.  
A lei da atracção, como relata no livro “O segredo”, é algo muito mais profundo do que desejarmos algo e o atrairmos, assim, superficialmente, como quem quer possuir uma mansão. Entre o “ter” e o “ser”, dizem, vai uma distância, mas tal ela é longa quanto mais tempo perdermos com aquilo que nada nos acrescenta.

*
"Fé inabalável só o é a que pode encarar frente a frente a razão, em todas as épocas da Humanidade."
Allan Kardec

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Antologia Tu Cá, Tu Lá II

Capa da Antologia Tu Cá, Tu Lá II

Antologia Tu Cá, Tu Lá II foi apresentada este sábado (07.01.2012) no Olimpo Bar Café no Porto.

Editada com a chancela da Temas Originais, trata-se de uma antologia composta por 23 poetas que participam num blogue criado por Dolores Marques com o mesmo nome, Tu Cá, Tu Lá, a saber:

AnaMar
Antonio MR Martins
Antonieta (Avozita)
Antonius
Ana Martins
Conceição Bernardino
Clarisse Silva
Dolores Marques
Dark ( JC Patrão)
Eduarda Mendes
GLP
Liliana Jardim
Luiz Sommerville
Lurdes (Cleo)
Lobo
Maria Gomes
Marisa Soveral
Natalia Nuno
Nanda
Runa
São Gonçalves
Teresa (Sterea)
Veríssimo Salvador Correia (por Olema)


São Gonçalves, uma das poetisas integradas neste projecto, compôs este poema a partir de pedaços de poemas que se podem ler nesta obra.


Acordo a vida que há num respirar intenso
notas de melodias inventadas em cada olhar
que me aquece
escrevo-me em palavras repetidas
sempre novas.

O mundo sente
a palavra não mente
tudo expressa
nesta grande peça
palavra parida
é próprio da vida.

Felizmente apoderei-me
de uma câmara vazia
antes de o sol congelar
guardei um retrato quente
do seu ocaso
precisarei dele
para aquecer cada despertar.

Falta-me o chão
nem sei bem se alguma vez lá esteve
o precipício chama por mim.
Mas há a vertigem que me adverte
o bom senso que me protege
um passo em falso e é o fim.

No meio do ocaso
uma pedra
despida de alegria
vestida de lama na mais agreste ceara.
Do ocaso apenas o rasto
inerte, insano
da flor voltada ao cio dos abutres
e das horas que se vê calado.

Se a lágrima não cai
e se a noticia de jornal não for fatal
não sei que lhe possa dar mais
minha amante intriga.

Nenhuma palavra me diz quem sou
nenhum verso sabe o que faço aqui
nesta folha suja onde nada escrevi
tinta seca que o vento corrói
no empedrado dos fonemas onde me perco.

Salga-me a carne o mar que navego
caustica-me a alma o vento à deriva
e gaivotas gementes mergulham-me os olhos
perdidos na linha onde perco o horizonte.

Como vai longe a minha infância risonha
que eu quisera que não tivesse fim
foi um sonho leve que a gente apenas sonha
para findar depois como findou em mim.
Já não há memórias esquecidas
a penumbra se desgastou
no seu esconderijo
sem receios.

Os sinos já não acordam de manhã
mas as papoilas se despem do ópio
retiram-lhes os cabelos grisalhos das andorinhas
e os braços longínquos do sol
Se ao menos eu pudesse
devolver-lhes as ladeiras da minha vida
talvez eles voltassem...

Se vieres comigo
prometo-te mostrar a lua
nas minhas mãos
seguiremos por ela
nos caminhos das estrelas.

Entardecer
na vidraça estilhaçada!
biliões de sóis, triliões de iões, luas
rasgados de golpeadas, finas
sulcos amplos cortando o manto
neblina gelada!
deste não vir que tarda a madrugada.

Há tantas manhãs a vencer e tantas palavras
por escrever
cores desabrochando no silêncio
das palavras escritas
não ditas enigmas, existência acordando
em lençóis emaranhados.

Caminho sempre em frente
vejo a alma que se pendura nas árvores
nas tuas árvores caindo ao pequeno toque da alvorada
os traços que deixam na atmosfera
São fios de luz que alcançam
todos os transeuntes matinais
O rio é agora corrente parada nos meus olhos.

Na simplicidade deste sitio há tanta grandeza
e bem vistas as coisas, há razões de encantamento.
O sorriso que ofusca qualquer raio de sol
o olhar azul
tão maior que o mundo.

Ao sol estendo a liberdade
e danço solta nesta poesia
trago ao peito mais saudade
que desnuda assim a fantasia.

Quero voltar a ser livre
correr atrás da vida
na vida que me foge
quero sorrir ao dia
que outra vida me anuncia.

Estremecem papoilas ao vento
Insinuam-se na imensidão dos prados
Há borboletas felizes no meu pensamento
e reflexos de luz na alma aos brados.

Olho o mar...que imensidão...que energia
nele me abraço e fico com o sal nos lábios
carícia empolgante que rejuvenesce
olho o rio… como desliza ou corre para o mar.

Nota final.

Soubesse eu
como escrever
a dor
Este rascunho
nem o seria
do tanto que pressinto
do pouco que vejo
erguer-se-ia uma torre
de mil palavras
e o poema acontecia.



Um prazer fazer parte deste projecto.
Clarisse Silva


sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Fim de Ano


Os autores e a Temas Originais têm o prazer de o convidar a estar presente na sessão de lançamento do livro "Tu Cá, Tu Lá 2" a ter lugar no Olimpo Bar Café, sito na Rua da Alegria, 26, no Porto, no próximo dia 7 de Janeiro, pelas 16:00.

*

Estou, com alegria, entre os autores participantes nesta antologia... Nascida do blogue Tu Cá, Tu Lá.

A todos os seguidores, visitantes e amigos um Ano Novo repleto de Alegrias...

 Clarisse Silva

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Canção do Mar - Dulce Pontes


Quase no final de mais um ano, respiremos fundo este ar puro... 
Para que os valores da Alma se sobreponham sempre!


Clarisse Silva

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Queda no Auge

Imagem: retirada da net (autor desc.)

Perco-me por entre todas as folhas caídas no chão do pensamento. Vento que passa esvoaçando-as à reflexão presente, volvendo ao futuro que se quer perto. Eis a contradição da beleza morta, caída na realidade viva. Nada mais natural - penso. Caíssem também por terra - tal como as folhas das árvores -, os desvalores humanos orientados pela sede do ego. Fizessem germinar novas plantas fornecendo-nos oxigénio, tal como precisamos de Luz. Observo, como que de fora, todo o corrupio da cidade, pensando que tudo terá que ser diferente, continuando na imutável sabedoria de uma natureza que é Mãe.  

Clarisse Silva