terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

...:::Cetim:::...

Vista do Coração - Parque Nacional Peneda Gerês - Clarisse Silva

Cetim

  m      b 

E                  r


-     me      u

o    h    l

nos lençóis
De cetim
Que nascem
De mim
Para ti
E de ti
Para mim…



Viajo
Por montanhas
Desconhecidas
E ajo
Como quem
Conhece
Todas as vias
Para a Luz.



Agiganto-me
Ainda mais
Na ardência
Do poder
A conquistar
Quando
Te sinto
Liquidificar.



Invade-me
Todo um corrupio
Naquele momento
De recomeçar
Quando
Pensávamos
Que acabáramos
De terminar.



(poema em aberto
Certo é o horizonte)

Clarisse Silva
25 de Agosto de 2011

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

PUM, PUM… PUM! Onde estamos?

PUM, PUM… PUM!
Onde estamos?

Pareço ouvir o tic-tac de um relógio. Um som angustiante, quão angustiante se torna ter um interior a gritar por liberdade.
Já não suporto discursos miseráveis a entrarem nos ouvidos de outros ainda mais miseráveis. Projectos de marketing recessos e palavras avessas à verdade; figurinhas aprumadas projectando a luz para si, a Luz que se lhes falta no íntimo; demagogias e lugares-comuns tentando atingir o coração do povo, anos e anos a fio… Não aguento mais! Sinto as náuseas a tomarem conta de mim, quando - incauta e distraída -, ouço sem querer. Outras vezes lá o tento fazer, mas lá me surge este avassalador mal-estar na barriga, ao mesmo tempo em que o desnorte me invade. Fico imaginando as palavras tomarem uma posição e ficarem surdas quando não proferidas com sinceridade! Ah… Chega de tanta mentira! Chega de tanto egoísmo! Chega de pedirem mais sacrifícios às pessoas, principalmente quando não têm mais para onde se possam esticar!
Assiste-se, diariamente, a novos desenvolvimentos admiráveis, quando no dia anterior pensávamos que nada mais nos admiraria! Até onde vai a desfaçatez?! Até onde vai a ganância?! Até onde vai a corrupção?! Até onde vai a malvadez?! Sim, pois com tudo isto começa-se a pensar que quem nos dirige são seres inferiores, ainda portadores de uma selvajaria secular, disfarçados de modernismo, numa sociedade que destorceu - quase por completo - os reais valores humanos! As pessoas são números que se podem manipular, numa contabilidade desorganizada pelos organismos, jogando a seu bel-prazer, conforme a conveniência do momento.
Assiste-se, diariamente, a um desnorte com aumentos de preços descabidos nos mais variados sectores que afectam directamente a vida dos cidadãos, sem que o governo aja com vista à protecção, principalmente, dos mais sensíveis.
Assiste-se a tanta e tanta coisa degradante…
Grassa a injustiça, e parcialidade, a corrupção, o egocentrismo, a mentira, a burla, o engano, a desumanização, os jogos de poder, a ganância, e mais um sem-número de palavras, todas elas sinónimo de inferioridade. Será que não somos capazes de melhor?! 

Clarisse Silva
26 de Janeiro de 2012

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

"Nosso Lar" - O Filme



Um apelo à vida. Um chamar de atenção ao mundo. Entre tudo aquilo que se sente ao ler este livro e assistir ao filme, só pode nos marcar para sempre!
As diferenças entre a película e a obra de onde deriva, são notórias, no entanto, a força da imagem e a mensagem passam, fazendo-nos refletir no porquê de estarmos aqui, e no porquê da existência.  
A lei da atracção, como relata no livro “O segredo”, é algo muito mais profundo do que desejarmos algo e o atrairmos, assim, superficialmente, como quem quer possuir uma mansão. Entre o “ter” e o “ser”, dizem, vai uma distância, mas tal ela é longa quanto mais tempo perdermos com aquilo que nada nos acrescenta.

*
"Fé inabalável só o é a que pode encarar frente a frente a razão, em todas as épocas da Humanidade."
Allan Kardec

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Antologia Tu Cá, Tu Lá II

Capa da Antologia Tu Cá, Tu Lá II

Antologia Tu Cá, Tu Lá II foi apresentada este sábado (07.01.2012) no Olimpo Bar Café no Porto.

Editada com a chancela da Temas Originais, trata-se de uma antologia composta por 23 poetas que participam num blogue criado por Dolores Marques com o mesmo nome, Tu Cá, Tu Lá, a saber:

AnaMar
Antonio MR Martins
Antonieta (Avozita)
Antonius
Ana Martins
Conceição Bernardino
Clarisse Silva
Dolores Marques
Dark ( JC Patrão)
Eduarda Mendes
GLP
Liliana Jardim
Luiz Sommerville
Lurdes (Cleo)
Lobo
Maria Gomes
Marisa Soveral
Natalia Nuno
Nanda
Runa
São Gonçalves
Teresa (Sterea)
Veríssimo Salvador Correia (por Olema)


São Gonçalves, uma das poetisas integradas neste projecto, compôs este poema a partir de pedaços de poemas que se podem ler nesta obra.


Acordo a vida que há num respirar intenso
notas de melodias inventadas em cada olhar
que me aquece
escrevo-me em palavras repetidas
sempre novas.

O mundo sente
a palavra não mente
tudo expressa
nesta grande peça
palavra parida
é próprio da vida.

Felizmente apoderei-me
de uma câmara vazia
antes de o sol congelar
guardei um retrato quente
do seu ocaso
precisarei dele
para aquecer cada despertar.

Falta-me o chão
nem sei bem se alguma vez lá esteve
o precipício chama por mim.
Mas há a vertigem que me adverte
o bom senso que me protege
um passo em falso e é o fim.

No meio do ocaso
uma pedra
despida de alegria
vestida de lama na mais agreste ceara.
Do ocaso apenas o rasto
inerte, insano
da flor voltada ao cio dos abutres
e das horas que se vê calado.

Se a lágrima não cai
e se a noticia de jornal não for fatal
não sei que lhe possa dar mais
minha amante intriga.

Nenhuma palavra me diz quem sou
nenhum verso sabe o que faço aqui
nesta folha suja onde nada escrevi
tinta seca que o vento corrói
no empedrado dos fonemas onde me perco.

Salga-me a carne o mar que navego
caustica-me a alma o vento à deriva
e gaivotas gementes mergulham-me os olhos
perdidos na linha onde perco o horizonte.

Como vai longe a minha infância risonha
que eu quisera que não tivesse fim
foi um sonho leve que a gente apenas sonha
para findar depois como findou em mim.
Já não há memórias esquecidas
a penumbra se desgastou
no seu esconderijo
sem receios.

Os sinos já não acordam de manhã
mas as papoilas se despem do ópio
retiram-lhes os cabelos grisalhos das andorinhas
e os braços longínquos do sol
Se ao menos eu pudesse
devolver-lhes as ladeiras da minha vida
talvez eles voltassem...

Se vieres comigo
prometo-te mostrar a lua
nas minhas mãos
seguiremos por ela
nos caminhos das estrelas.

Entardecer
na vidraça estilhaçada!
biliões de sóis, triliões de iões, luas
rasgados de golpeadas, finas
sulcos amplos cortando o manto
neblina gelada!
deste não vir que tarda a madrugada.

Há tantas manhãs a vencer e tantas palavras
por escrever
cores desabrochando no silêncio
das palavras escritas
não ditas enigmas, existência acordando
em lençóis emaranhados.

Caminho sempre em frente
vejo a alma que se pendura nas árvores
nas tuas árvores caindo ao pequeno toque da alvorada
os traços que deixam na atmosfera
São fios de luz que alcançam
todos os transeuntes matinais
O rio é agora corrente parada nos meus olhos.

Na simplicidade deste sitio há tanta grandeza
e bem vistas as coisas, há razões de encantamento.
O sorriso que ofusca qualquer raio de sol
o olhar azul
tão maior que o mundo.

Ao sol estendo a liberdade
e danço solta nesta poesia
trago ao peito mais saudade
que desnuda assim a fantasia.

Quero voltar a ser livre
correr atrás da vida
na vida que me foge
quero sorrir ao dia
que outra vida me anuncia.

Estremecem papoilas ao vento
Insinuam-se na imensidão dos prados
Há borboletas felizes no meu pensamento
e reflexos de luz na alma aos brados.

Olho o mar...que imensidão...que energia
nele me abraço e fico com o sal nos lábios
carícia empolgante que rejuvenesce
olho o rio… como desliza ou corre para o mar.

Nota final.

Soubesse eu
como escrever
a dor
Este rascunho
nem o seria
do tanto que pressinto
do pouco que vejo
erguer-se-ia uma torre
de mil palavras
e o poema acontecia.



Um prazer fazer parte deste projecto.
Clarisse Silva


sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Fim de Ano


Os autores e a Temas Originais têm o prazer de o convidar a estar presente na sessão de lançamento do livro "Tu Cá, Tu Lá 2" a ter lugar no Olimpo Bar Café, sito na Rua da Alegria, 26, no Porto, no próximo dia 7 de Janeiro, pelas 16:00.

*

Estou, com alegria, entre os autores participantes nesta antologia... Nascida do blogue Tu Cá, Tu Lá.

A todos os seguidores, visitantes e amigos um Ano Novo repleto de Alegrias...

 Clarisse Silva

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Canção do Mar - Dulce Pontes


Quase no final de mais um ano, respiremos fundo este ar puro... 
Para que os valores da Alma se sobreponham sempre!


Clarisse Silva

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Queda no Auge

Imagem: retirada da net (autor desc.)

Perco-me por entre todas as folhas caídas no chão do pensamento. Vento que passa esvoaçando-as à reflexão presente, volvendo ao futuro que se quer perto. Eis a contradição da beleza morta, caída na realidade viva. Nada mais natural - penso. Caíssem também por terra - tal como as folhas das árvores -, os desvalores humanos orientados pela sede do ego. Fizessem germinar novas plantas fornecendo-nos oxigénio, tal como precisamos de Luz. Observo, como que de fora, todo o corrupio da cidade, pensando que tudo terá que ser diferente, continuando na imutável sabedoria de uma natureza que é Mãe.  

Clarisse Silva

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Decepções

(Foto: Clarisse Silva)

Meu Pai do Céu:
Porque temos tantas decepções?

Porque, em quem temos confiança
E nutrimos uma Amizade,
Da cobardia nos lança
Uma flecha de hostilidade?
Por detrás de uma árvore!... Escondido?
Depois de ter um jardim quase plantado
Vemos esse cenário destruído
Por esse alguém camuflado!...

Em cada flecha lançada
Um sentimento abalado
Em cada flecha lançada
Caída, uma flor perfumada.

Com a queda de cada flor
Torna doente a raiz…
Vai espalhando a dor
Nos deixa infeliz!..

Torna-se essa doença, uma epidemia
Se alargando a todo o jardim
E aquilo que já foi belo um dia
Está hoje assim!...


28 de Novembro de 2006
In "A Força do Ser"

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Adele - "Someone Like You"

 
 
I heard that you're settled down
That you found a girl and you're married now
I heard that your dreams came true
Guess she gave you things I didn't give to you

Old friend, why are you so shy?
Ain't like you to hold back or hide from the light
I hate to turn up out of the blue uninvited
But I couldn't stay away, I couldn't fight it

I had hoped you'd see my face
And that you'd be reminded
That for me it isn't over

Never mind, I'll find someone like you
I wish nothing but the best for you two
Don't forget me, I beg
I remember you said:
"Sometimes it lasts in love, but sometimes it hurts instead"

Sometimes it lasts in love, but sometimes it hurts instead, yeah

You'd know how the time flies
Only yesterday was the time of our lives
We were born and raised in a summer haze
Bound by the surprise of our glory days

I hate to turn up out of the blue uninvited
But I couldn't stay away, I couldn't fight
I had hoped you'd see my face
And that you'd be reminded
That for me it isn't over

Nevermind, I'll find someone like you
I wish nothing but the best for you two
Don't forget me, I beg
I remember you said:
"Sometimes it lasts in love, but sometimes it hurts instead"

Nothing compares, no worries or cares
Regrets and mistakes, they're memories made
Who would have known how bitter-sweet
This would taste?

Nevermind, I'll find someone like you
I wish nothing but the best for you
Don't forget me, I beg
I remember you said:
"Sometimes it lasts in love, but sometimes it hurts instead"

Nevermind, I'll find someone like you
I wish nothing but the best for you two
Don't forget me, I beg
I remember you said:
"Sometimes it lasts in love, but sometimes it hurts instead"


Sometimes it lasts in love, but sometimes it hurts instead, yeah


quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Amor Eterno

(Foto: Clarisse Silva)
 Consola-me o toutiço - barafustado com tanta crise e dificuldade -, saber que algures no mundo aí em cima, te encontras a olhar por nós, com a maternidade que te é própria de uma mãe cuidadosa. Não falo no que era, mas no que é. Não é passado, mas um presente que mudou de endereço. Vivo com a tua vida dentro de mim, pelas veias que contêm o teu sangue e a tua hereditariedade, e pelo amor que permanece imutável com a tua partida.
Relembro com saudade o tempo em que, cheia de força, rumavas ao trabalho, com a cadelinha que sempre te acompanhava para todo o lado, e eu pensava muitas vezes para mim: “quando for grande gostava de ter assim força como ela”. Contagiava-me aquela tua energia, cheia de força e determinação no caminho para o trabalho árduo que tinhas pela frente. Tentava imitar-te com o sacho na mão enterrando na terra, para que todos vissem que era tua neta e também tinha força de braços. Relembro a tua personalidade forte, o que sempre me traz ao sentimento a brancura de onde estarás, a lucidez, a paz e o sentido de que tudo acontece por alguma razão. Neste fio condutor de pensamento, materializado nestas letras, aproximo-me de ti na esperança de te encontrar um dia, nesse mundo melhor do que este.
Sabes, creio que noutro tempo que ainda é este, nunca te ofereci flores, não sei porquê. Não que esse pensamento me traga dor ou arrependimento, pois ofereci-te outras coisas vindas daqui de dentro, mas agora apetece-me oferecer-te flores. Deixo-tas lá, não a pensar que a tua alma estará ali, mas como uma necessidade minha, deixando o meu beijinho cheio de vida gravado na flor que trato como se fosse o teu rosto… Até logo avó.


17 de Novembro de 2011

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Excerto de emoção...

Capa do Livro "Nosso Lar"

"Pai querido, enquanto a noite
Traz a benção do repouso,
Recebe, pai carinhoso,
Nosso afeto e devoção!...
Enquanto as estrelas cantam
Na luz que as empalidece,
Vem unir à nossa prece
A voz do teu coração.

Não te perturbes na estrada
De sombras do esquecimento,
Não te doa o sofrimento,
Jamais te firas no mal.
Não temas a dor terrestre,
Recorda a nossa aliança,
Conserva a flor da esperança
Para a ventura imortal.

Enquanto dormes no mundo,
Nossas almas acordadas
Relembram as alvoradas
Desta vida superior;
Aguarda o porvir risonho,
Espera por nós que, um dia,
Volveremos à alegria
Do jardim do teu amor.

Vem a nós, pai generoso,
Volta à paz do nosso ninho,
Torna às luzes do caminho,
Inda que seja a sonhar;
Esquece, um minuto, a Terra
E vem sorver da água pura
De consolo e de ternura
Das fontes de "Nosso Lar".

Nossa casa não te olvida
O sacrifício, a bondade,
A sublime claridade
De tuas lições no bem;
Atravessa a sombra espessa,
Vence, pai, a carne estranha,
Sobe ao cume da montanha,
Vem conosco orar também."


Psicografado por Francisco Cândido Xavier
Pelo Espirito André Luiz.

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Mudança?!


"Meros objectos o homem representa, para serem depois de usados, depositados para um qualquer canto, amontoando um local já carregado de lixo. Simplesmente restos em estado de decomposição avançada, mas que ainda assim, submergem por vezes, para alimentar a arrogância dos seus gigantes proprietários, em troca de umas míseras migalhas." - Clarisse Silva, Janeiro de 2002.

Em 2011 estes locais estão maiores, muito maiores.  A mudança é inevitavel.

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Casulo

[Foto: Clarisse Silva]

Não. Não saias desse teu casulo. Não perguntes como estou, como tenho passado, se algo me tem preocupado. Fica nesse teu mundo, onde não me atrevo a penetrar. É um gelo ardentemente espesso que me impede de te observar. Onde estás? Sim, tu, sangue do meu sangue, que me deu vida e que vejo todos os dias embora nunca consiga observar. Falas uma fala que não me diz o que um dia gostaria de ouvir, sem apetrechos, sem medos, despindo a alma do tanto que há por dizer. E o que eu te poderia dizer? Ah… Poderia falar-te das mágoas que se avolumam de cada vez que não vejo a atenção ser dada da mesma forma a todos; poderia falar-te daqueles pequenos nadas do quotidiano que tanto gostaria que existissem, ao invés de te ver todos os dias assim; poderia falar-te de um olhar que ficou por dar, uma palavra que ficou por dizer… Tanto que teria para te exprimir que fico-me assim, tal como tu, nesta masmorra consentida conscientemente até que qualquer dia tenha a força e a coragem - caso não a tenhas tu -, de ultrapassar essa parede de gelo que criaste à tua volta. Por enquanto, tomada pelas mágoas que insistem em crescer em mim - mesmo quando nada o faria prever, após uma alegria mútua -, não me sinto com a mínima disposição de tentar mudar tudo isto. Rendo-me perante esse monstro invisível que existe entre nós, não com medo, mas com desconsideração face a toda esta situação. Se queres permanecer nesse casulo, quem sou eu para dizer que não deves?!

27 de Outubro de 2011


quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Zeca Afonso "Grândola Vila Morena"


Prolifera fumo negro embaciando a visão do povo...
O estado a que chegamos é reflexo de orientações fundamentadas nos egos dos eleitos...
É necessário e urgente tomarmos um novo rumo, alimentando a necessidade real das pessoas e sendo estas o ponto fulcral para onde deverão ser direccionadas as acções políticas.
Clarisse Silva

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Lutas absurdas

[Foto: Clarisse Silva]

Lutas absurdas

Assisto diariamente
A lutas absurdas por poderes sem sentido
Em direcção a qualquer coisa sem nome
Onde reina alguém sem governo
Quem em busca do seu trono
É dono e quer assim permanecer …
Abandonando à partida as ideias
Ignorando à saída da epopeia
Com medo que lhe retirem a coroa oculta
Que exibe orgulhosamente no seu caco
A faz brilhar de cada vez que vocifera
Pujantemente na voz de senhor de tudo.

Assisto tristemente,
À correnteza das águas
Que sacode do capote
De cada vez que algo corre mal
E apresenta-se pomposamente
Quando corre de feição
Mesmo por esforço de outros.

Assisto diária e tristemente
A injustiças financeiras de quem governa
Amealhando o que seria da empreitada!
Ah… Dane-se tudo, dane-se todo o governo
Que não sabe governar, todo o dono a sacar!
Dane-se sem se danar, não posso mudar o mundo
Mas também não tenho que aceitar!

13 de Outubro de 2011

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Madredeus - O Pastor

O Pastor

Ai que ninguém volta
ao que já deixou
ninguém larga a grande roda
ninguém sabe onde é que andou

Ai que ninguém lembra
nem o que sonhou
aquele menino canta
a cantiga do pastor

Ao largo
ainda arde
a barca
da fantasia
o meu sonho acaba tarde
deixa a alma de vigia
Ao largo
ainda arde
a barca
da fantasia
e o meu sonho acaba tarde
acordar é que eu não queria.
Madredeus

 

Impossível permanecer indiferente perante esta música...
 


quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Escrever poesia II


Imagem: Clarisse Silva


Escrever poesia,
É fazer magia…
É com as mãos criar
Com os olhos observar
O nascimento da criação,
Prima da solidão…

Escrever poesia,
É fazer magia…
É ver o ser por nós criado
Há tanto tempo esperado.
É ter o gosto de prova-lo
E de qualquer forma ama-lo…

Escrever poesia,
É fazer magia…
É cheirar o perfume tão desejado
É calma e exaltação…
É ouvir o ser amado
Pleno de coração…

Escrever poesia,
É fazer magia…
É ver um ser cheio de vida,
Connosco comunicar.
É pressentir logo à partida
As palavras que vai pronunciar…



27 de Dezembro de 2006
In "A Força do Ser"