segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Mirrada

Foto: Clarisse Silva


Dependurei-me na árvore a descansar depois de a escalar. Tarefa difícil foi esta. Os ramos estavam despidos e secos, a uma altura acima do alcance dos meus braços. Com manobras, umas mais, outras menos decididas lá me espetei nela, como se fosse mais um ramo mirrado à espera que chegasse a primavera. Esta tardava a chegar. Os dias eram pequenos e as noites longas demais.

Clarisse Silva

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

...:::Cetim:::...

Vista do Coração - Parque Nacional Peneda Gerês - Clarisse Silva

Cetim

  m      b 

E                  r


-     me      u

o    h    l

nos lençóis
De cetim
Que nascem
De mim
Para ti
E de ti
Para mim…



Viajo
Por montanhas
Desconhecidas
E ajo
Como quem
Conhece
Todas as vias
Para a Luz.



Agiganto-me
Ainda mais
Na ardência
Do poder
A conquistar
Quando
Te sinto
Liquidificar.



Invade-me
Todo um corrupio
Naquele momento
De recomeçar
Quando
Pensávamos
Que acabáramos
De terminar.



(poema em aberto
Certo é o horizonte)

Clarisse Silva
25 de Agosto de 2011

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

PUM, PUM… PUM! Onde estamos?

PUM, PUM… PUM!
Onde estamos?

Pareço ouvir o tic-tac de um relógio. Um som angustiante, quão angustiante se torna ter um interior a gritar por liberdade.
Já não suporto discursos miseráveis a entrarem nos ouvidos de outros ainda mais miseráveis. Projectos de marketing recessos e palavras avessas à verdade; figurinhas aprumadas projectando a luz para si, a Luz que se lhes falta no íntimo; demagogias e lugares-comuns tentando atingir o coração do povo, anos e anos a fio… Não aguento mais! Sinto as náuseas a tomarem conta de mim, quando - incauta e distraída -, ouço sem querer. Outras vezes lá o tento fazer, mas lá me surge este avassalador mal-estar na barriga, ao mesmo tempo em que o desnorte me invade. Fico imaginando as palavras tomarem uma posição e ficarem surdas quando não proferidas com sinceridade! Ah… Chega de tanta mentira! Chega de tanto egoísmo! Chega de pedirem mais sacrifícios às pessoas, principalmente quando não têm mais para onde se possam esticar!
Assiste-se, diariamente, a novos desenvolvimentos admiráveis, quando no dia anterior pensávamos que nada mais nos admiraria! Até onde vai a desfaçatez?! Até onde vai a ganância?! Até onde vai a corrupção?! Até onde vai a malvadez?! Sim, pois com tudo isto começa-se a pensar que quem nos dirige são seres inferiores, ainda portadores de uma selvajaria secular, disfarçados de modernismo, numa sociedade que destorceu - quase por completo - os reais valores humanos! As pessoas são números que se podem manipular, numa contabilidade desorganizada pelos organismos, jogando a seu bel-prazer, conforme a conveniência do momento.
Assiste-se, diariamente, a um desnorte com aumentos de preços descabidos nos mais variados sectores que afectam directamente a vida dos cidadãos, sem que o governo aja com vista à protecção, principalmente, dos mais sensíveis.
Assiste-se a tanta e tanta coisa degradante…
Grassa a injustiça, e parcialidade, a corrupção, o egocentrismo, a mentira, a burla, o engano, a desumanização, os jogos de poder, a ganância, e mais um sem-número de palavras, todas elas sinónimo de inferioridade. Será que não somos capazes de melhor?! 

Clarisse Silva
26 de Janeiro de 2012

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

"Nosso Lar" - O Filme



Um apelo à vida. Um chamar de atenção ao mundo. Entre tudo aquilo que se sente ao ler este livro e assistir ao filme, só pode nos marcar para sempre!
As diferenças entre a película e a obra de onde deriva, são notórias, no entanto, a força da imagem e a mensagem passam, fazendo-nos refletir no porquê de estarmos aqui, e no porquê da existência.  
A lei da atracção, como relata no livro “O segredo”, é algo muito mais profundo do que desejarmos algo e o atrairmos, assim, superficialmente, como quem quer possuir uma mansão. Entre o “ter” e o “ser”, dizem, vai uma distância, mas tal ela é longa quanto mais tempo perdermos com aquilo que nada nos acrescenta.

*
"Fé inabalável só o é a que pode encarar frente a frente a razão, em todas as épocas da Humanidade."
Allan Kardec