quinta-feira, 24 de março de 2011

PAC, PEC, PIC, POC… PUM!

Imagem: henricartoon "o rasto de Sócrates"


PAC, PEC, PIC, POC… PUM!



Jazem os valores vociferados pela epiderme irrepreensível, como bombas aos ouvidos incautos. Águas que escorrem dos capotes, ainda antes de serem sacudidas de tão habituadas a tal. Lutas desmesuradas por palanques que os tornam para sempre em protegidos pelas leis criadas à medida. Jogos, interesses, acusações, quezílias partidárias em nome de um qualquer interesse nacional, fundamentado pela continuação da exploração dos que passam necessidade, pois há que apoiar o suposto motor de uma sociedade, cada vez mais esgotada! Modelos económicos saturados por especulações, onde reinam o poder do capital, inventado pelo homem, esquecendo-se da real natureza do ser humano.

Diz que estão todos assim… Que anda tudo num frenesim à procura da cura para a economia, ou do equilíbrio das contas. Estamos em pausa… carrega nela e descarrega sobre a humanidade os despojos da inutilidade, reina a sociedade numa selva sem piedade onde os números se sobrepõem à fome que consome o desnorte do ego cada vez mais faminto.

Imperam assim, os desvalores quando o ser humano se deixou levar pelo seu lado mais negro, fazendo acreditar-se que uma qualquer felicidade eterna estaria ao alcance de uma carteira recheada, bastando para isso, fazer o que fosse preciso. Vive-se em clausura por altos organismos criados pelo homem - com bandeira azul salpicada de amarelo - supostamente para nos proteger, mas que ditam as leis baseadas em números, sem apelo nem agravo, sem resquícios de um qualquer pingo de humanidade que um dia sonhou passar por ali. Vive-se enfim, num sufoco que é única e exclusiva responsabilidade de todos nós. Todos somos, mais ou menos responsáveis, pois vivemos em democracia e usamos do voto livre para eleger quem nos governa. Não pensemos, nós povo, que a responsabilidade também não é nossa e não sacudamos igualmente a água do capote, levando-a para os governantes, pois ela carregará sobre nós inevitavelmente. Pensemos. Está nas nossas mãos mudar o que temos de mudar - “vamos fazer o que ainda não foi feito”…!



Clarisse Silva


6 comentários:

folha seca disse...

Cara Clarisse
Excelente e realista o seu post.
Bem colocado no final o titulo da canção do Pedro Abrunhosa.
Tão simples... mas tão necessário.
Cumprimentos
Rodrigo

Fê-blue bird disse...

"Todos somos, mais ou menos responsáveis, pois vivemos em democracia e usamos do voto livre para eleger quem nos governa."

Excelente, oportuno e realista este seu texto. Só espero minha amiga, que o povo dê uma lição a estes senhores, com o seu voto. O meu receio é que não façamos novamente o que ainda não foi feito e ase isto acontecer acho que estamos perdidos.

beijinhos e bom fim de semana

Clarisse Silva disse...

Olá Folha Seca,

É realmente uma verdade: "Tão simples... mas tão necessário."

Saudações,
Clarisse Silva

Clarisse Silva disse...

Olá Fê,

Tudo está nas mãos das pessoas...
Obrigada.

Beijinhos,
Clarisse

Rogério Pereira disse...

"Vamos fazer o que ainda não foi feito", feito a preceito. Seremos poucos? Insuficientes, para dar outro rumo às nossas gentes? Provavelmente sim, seremos uma minoria. Mas que outra coisa posso eu fazer do que estar onde a memória não me perdoaria se não estivesse?

Bom texto, Clarisse

Clarisse Silva disse...

Olá Rogério Pereira,

Agradeço o sua passagem e as suas palavras.

Creio que somos uma minoria sim...

Saudações,
Clarisse Silva