quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Decepções

(Foto: Clarisse Silva)

Meu Pai do Céu:
Porque temos tantas decepções?

Porque, em quem temos confiança
E nutrimos uma Amizade,
Da cobardia nos lança
Uma flecha de hostilidade?
Por detrás de uma árvore!... Escondido?
Depois de ter um jardim quase plantado
Vemos esse cenário destruído
Por esse alguém camuflado!...

Em cada flecha lançada
Um sentimento abalado
Em cada flecha lançada
Caída, uma flor perfumada.

Com a queda de cada flor
Torna doente a raiz…
Vai espalhando a dor
Nos deixa infeliz!..

Torna-se essa doença, uma epidemia
Se alargando a todo o jardim
E aquilo que já foi belo um dia
Está hoje assim!...


28 de Novembro de 2006
In "A Força do Ser"

3 comentários:

Arnoldo Pimentel disse...

Um poema emocionante,parabéns.

Fê-blue bird disse...

Minha amiga:
Há decepções que não murcham como a folha desta bela imagem.
Mas o importante é que sempre renascem novas folhas viçosas.

beijinhos

Fê-blue bird disse...

Amiga, passei para lhe dar um beijinhos.
Sinto a sua falta, espero que esteja bem!