terça-feira, 24 de novembro de 2009

Desigualdade

Ao homem tudo é permitido
À mulher tudo é julgado
O que por ele é desmentido
Mesmo que sendo a verdade
É pela mentira tomado!...
O que é esta sociedade?!...

O insuportável terá que suportar?
O inadmissível terá que admitir?
É proibido sequer sonhar?
E nem tudo se pode sentir?!...

Sociedade desigual…
E ainda pouco evoluída…
Para o homem é normal
Para ela é uma ferida.

Dói, incessantemente, dói!
A toda a hora e momento.
À mulher corrói…
E a dilacera por dentro…
Ao homem está tudo bem,
Desde que tenha ali alguém!...

25 de Fevereiro de 2008



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segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Poesia: Arrepios


Os arrepios banhavam-me o corpo
Quando ao ouvir aquilo pensei:
«Era bom que assim fosse…»
Mas quando vi que não, chorei!...

Mas enquanto ouço, vou esquecendo
A mágoa que vai dentro de mim…
Ao ligar vou aquecendo
O gelo derrete enfim…

Ao lá chegar novamente,
Vai começando a esfriar
É como uma dor constante
Que me impede de andar…

É ter um pesadelo acordada…
E sentir um imenso vazio…
Não vale de nada ser esforçada
Lá volta o arrepio!...



Fins de 1998 ou inícios de 1999
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sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Poesia: Não sei o que escrevo

Não sei o que escrevo
Ou porque o faço
Escrevo para descarregar
Faço-o por gostar
Como agora o fiz:
Fui atrás, li e reli
E nada entendi
Mas alguma coisa me diz…

É coisa de loucos, e ninguém entende
Quando estou louca escrevo
Quando estou lúcida não entendo.
Por isso, tudo depende
Se uma crise estou tendo.

Releio e não me lembro
Como o escrevi
Olho para mim
Vejo então que me abri.

Volto a olhar, mas está fechado
Volta tudo a ser complicado.
Mergulho no recente passado
Sinto o futuro perfumado.



10 de Outubro de 2006



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quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Poesia: Desvairados
















(foto: Clarisse)



Adiam-se problemas…
Não se acham soluções.
Criam-se mais dilemas,
O resultado: confusões!
Mete-se os pés pelas mãos…
Não se vê o que se faz…
Desvairados pela sociedade…
Depois, não encontram paz!
Vivem pela aparência,
Esquecem a própria vivência.
Fogem até não mais poder,
No fim desse poder, não sabem o que fazer!

27 de Janeiro de 09



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