segunda-feira, 2 de julho de 2012

Casulos e paredes de gelo


Imagem retirada da internet
De casulos a paredes de gelo, tudo vai dar no mesmo. Preciso de reanimação! Sobrevivi a ventos ciclónicos, a chuva torrencial, a rios que galgaram as margens e transformaram estradas em leitos e refugiei-me num cubículo no topo de uma montanha. Quando tentava relaxar, a terra desaparecem-me dos pés e vi-me acompanhando uma avalanche por ali abaixo, como quem desliza num mergulho no mar. Por instantes, vi as preocupações fúteis dos humanos se amontoando naqueles escombros, as misérias humanas se afundando, ao mesmo tempo que outros assistiam ao mesmo que eu. Por instantes foi notório, vários olhares se cruzarem em pensamentos comuns. Ninguém parecia dar importância ao facto dos seus próprios corpos estarem prestes a desaparecer… Os erros do passado de forma individual e a sua repercussão na colectividade, assombravam ainda mais que o próprio cenário de destruição. Todos pareciam se resignar perante tal situação, como compreendendo que só estaríamos a colher todo o desrespeito que (durante séculos), infligimos ao mundo que nos foi dado para viver.

Clarisse Silva
30 Mai 12 © Direitos de autor reservados.

4 comentários:

Arnoldo Pimentel disse...

Um belo e profundo texto onde mostra que colhemos o que plantamos.Parabéns.

Clarisse Silva disse...

Olá Arnoldo,

Grata pela presença.
Saudações,
Clarisse Silva

Fê-blue bird disse...

Amiga Clarisse:
Este belíssimo texto mostra toda a sua força de viver, e reanima!
Parabéns!
beijinhos

Clarisse Silva disse...

Olá Fê!

Muito obrigada!

Beijinhos,
Clarisse Silva