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terça-feira, 29 de março de 2011

Poema da Semana: "Dispo o fogo escondido"


Foto: retirada da internet - autor desc.


Dispo o fogo escondido


Nas pálpebras dos teus olhos
dispo o fogo escondido
nas vestes
do meu trémulo sorriso
e alumio o teu olhar... pavio
com as fagulhas rubras
do meu corpo ébrio

em combustões lentas
incendeio-me nos teus braços
esquecida de mim


Autora: Liliana Jardim
Blogue da autora
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terça-feira, 15 de março de 2011

Poema da Semana: "Ilusão de óptica"

Tela de Paula Rego

Ilusão de óptica

Há planícies inteiras a desbravar novos montes de terra.

Deviam espreitar para dentro delas mesmas e redescobrir novas sementes para poderem germinar novos temas.

Há tantas e novas sementes à espera de serem semeadas.

Assim se apalpam as palavras para que os temas surjam em jeito de tinta fresca a pintar os painéis do futuro. Não se podem abafar as sementes, pois elas germinam em cada polegar, tal como estes meus molestando as teclas de um teclado inactivo.

(Ilusão de óptica, será esta a minha fachada, onde me visto por dentro e me dispo por fora?)

Prontifico-me para lhes semear no ventre todas as novas sementes que caíram enquanto dormia sobre a erva molhada. Sempre que abria os olhos, era um céu virgem que me encantava, e a terra, essa esperava as sementes caídas dos meus olhos. Ilusões que se perdem nos cantos esverdeados que pinto nas paredes do meu quarto, enquanto não durmo.

Esta insónia que não me larga, este canteiro de ervas secas a picar-me a pele. Zangão, digo eu, nesta ilusão de óptica, pronta a furar-me os olhos.


Autora: Dakini
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terça-feira, 1 de março de 2011

Poema da Semana - "Essência"


Foto: Clarisse Silva

Essência
Já não és o meu Atlas nem eu o teu Mundo, tornei-me num Peso insustentável e tu num Labirinto demasiado previsível...
Arranquei-te as forças e guardei-as em mim, a fim de te tornar dependente... Sacrifiquei-te e tranquei-te sem luz no meu egoísmo, quis esconder a tua pureza e apagar a luz que emanavas.... Fazer-te amante da escuridão, tornar-te inseguro, roubar-te as certezas e amarrar-te a mim... Obrigar-te a absorver a minha essência...
Não morreste de agonia, mas perdi-te... Tentei manter-te em mim... No meio do desespero, ainda te dei as minhas asas, mas perdi-te... Perdi-te porque te esqueceste de quem eras, perdi-te porque antes de eu te perder, te perdeste tu a ti próprio e a minha altivez acabou por arrasar os poucos farrapos da tua existência que ainda esvoaçavam ao sabor da esperança de alguém parar e olhar para eles, de alguém parar e lutar por eles...
Agora é tarde... Já te esqueceste de como se voa, já te esqueceste de como se aprende a voar...
E eu? Estou pesada demais para o conseguir fazer e nunca o soube ensinar... O peso de dois seres destrói-me e a vontade de te lembrar consome-me...
Dei-te as minhas asas e agora nenhum de nós voa... O céu, mantém-se, sem nós... O tempo varre, sem esforço, as frágeis recordações que restam...
Não consigo voar... E tu, nem com as minhas asas consegues levantar voo...
Vejo réstias quase apagadas da tua luz e não as reconheço...
Já nem me lembro de ti...
Já nem eu existo...


Autora: Dsey
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segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Poema da Semana: "...Simplesmente Amar!"

Foto: retirada da internet
Quero um orgasmo de palavras,
que elas me escorram corpo fora!

Em delirio...

Nu o poema,
o seu gosto em versos me penetre!

Em gemidos...

Se solte o grito enlouquecido!

Cristalino e viscoso,
vicia a rima,
que na minha alma jorra!

E me deixe a palavra em êxtase,
serene enternecido as silabas,
que se escrevem no olhar,
esta vontade que me faz na escrita... simplesmente amar!

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Poema da Semana: "Porque caem as pontes?"

Foto: Clarisse Silva
















Não quero mágoas escurecendo as águas

que passam por baixo das nossas pontes,
tu de um lado,
eu do outro,
e águas escuras lá em baixo,
magoando as pedras duras...
As aguas merecem um fim mais nobre,
do que vestirem-se de cobre ensanguentado...
As pedras são pedras,
não são armas férreas...
As pontes são conectas,
ligam margens indiscretas...
Porque caem as pontes
que ligam os montes,
que ligam as gentes?
Porque tombam, pesadas no chão?
Como gigantes, tropeçantes e deficientes
no andar?
Porque se soltam da mão?
Porque desistem de se abraçar fortes?
Porque se cansam de ser suportes?
Porque deixam de se suportar
e optam por quebrar?
A nossa ponte ruiu,
caiu, desistiu...
As margens já não se tocam,
nem se provocam com o olhar...
Não há passagem de uma margem para a outra,
não há caminhos seguros,
não há suportes ou muros...
Não esticam as mãos, não esticam as pernas,
não partilham chão...
Não...
As pontes não são eternas...
Mas as aguas serão sempre transparentes...




Autora: Inês Dunas (Libris Scripta Est)
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terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Poema da Semana "Vozes"

Foto: Clarisse Silva


Vozes


Ouço vozes aqui dentro
Que fazem doer de saudade
Saudade do que não vivi
Mas, as vozes estão aqui
Elas reclamam lembranças
E de lembrar tenho vontade


Ouço vozes aqui dentro
São fantasmas que maltratam
E eu busco lugares perdidos
Um aperto que não faz sentido
Ouvindo, lá dentro do peito
Sentindo o que as vozes relatam


Ouço vozes aqui dentro
E eu chamo pela memória
Ouvir demais me faz querer
Não ouvir me faz sofrer
Elas sabem o que não sei
Estas vozes, minha história


Ouço vozes aqui dentro
E tenho que procurar
A resposta está na alma
Está num sopro que me acalma
E nesta estrada paralela
Outra vida eu vi passar

Ouço vozes aqui dentro
Num sentimento doído
Saudades de quem não vi
E que permanece bem aqui
E cochicha em meu ouvido
Em tom que me é conhecido


_ Sou presente no teu sangue
Sou passado em tua história
Já fui pai e avô querido
E neste elo não perdido
Vai-se a vida e fica glória
De morrer e em ti deixar
O meu sangue em ti pulsar
Nosso sangue tem memória

Por que sinto saudades de lugares que não passei e o gosto daquelas brisas ainda sinto em minha boca?


Autora: CarmenLuMiranda

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segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Poema da Semana: "É natal, e há sinos a tocar lá fora."

Diz-se que Natal é quando o homem quiser... Deixo-vos este texto que me tocou particularmente. Um texto inspiradíssimo, apreciem!


Foto: jvc - Joao Vicente em Olhares



É natal, e há sinos a tocar lá fora.

Insuflados egos. Poetas cegos.
Hora de acordar, há morte lá fora a rondar pessoas de pele e osso. Abutres ao céu.
Clarividência, assombro de voz.
Iluminadas mentes à perseguição do miolo da noz.
A revelação das palavras vãs, gordas e fartas de carvão a esborratar folhas e folhas, e, mais folhas.
Não sei de vós.
Poetas.
Sei do tempo delicado, em volta do ninho de um pardal, que por si aprende a voar.
Sei do espaço escuro, que comporta as paredes da caverna impenetrável onde o mar liberta a fúria e sei da matéria indivisível que se forma na extensão da base, da montanha dos justos.
Sei com quantos passos se percorre a estrada das lágrimas, que guia as almas à elevação para assim, aceitarem caladas o gume da foice, antes de descerem ao inferno ou subirem ao céu.
Não sei de vós.
Insuflados egos. Poetas cegos.
Clarividência, assombro de voz.
Renasço e morro, por cada vez que nasce e morre uma criança, e renasço sempre, com o vazio da vida perdida e não vivida, a latejar no peito.
Sei de crateras assombradas nos confins do cosmos, onde agonizam as estrelas que deixam de brilhar, sopradas pela mais fria solidão.
Não sei de vós.
Poetas.
Iluminadas mentes à perseguição do miolo da noz.
Palavras ocas, vestes de falsos puritanos, roupas que me impõem, rasgadas. E não, não quero saber delas também. Que ardam na fogueira do apocalipse.
Sei da inevitabilidade da morte, e do seu valor, pela medida e grandeza da vida dos homens íntegros, não dos que de íntegros se fazem, e sei da necessidade da dor, e do seu significado, pela intensidade do sofrimento - aquele sofrimento que me trazem.
A maior das dores, é causa directa do impacto de pedras, e por serem pedras e mudas, não falam sobre a motivação da mão que as lança no escuro.
Sei, que sem mágicos não há magia. Sei do natal das crianças que ainda acreditam e sonham, e do natal dos pais das crianças que não podem e sofrem, em lágrimas a pender sorrisos e afagos à ceia remediada.
Pudesse eu ignorar, fechar os olhos e não andaria à volta do meu umbigo a inventar esta forma de escrever amor.
Iluminadas mentes à perseguição do miolo da noz.
Poetas.
Nada sei de vós.
À pretensão em meus pensamentos. Sequer. Um balde de água suja, a dizer-se parte do oceano azul.
Mas sei, o que me faz homem por inteiro, e erguer face à adversidade.
Não há palavras nem vontades que me quebrem e retirem dignidade.
Não há palavras que derrubem os homens, que se formam e crescem apoiados no respeito.
Sei de mim e dos que amo, e dos princípios pela honra, que me fazem levantar, ser e viver.
Até ao dia, que me foi designado, para morrer.
Não sei de mais ninguém e nunca quis saber.
Clarividência, assombro de voz.
Poetas.
Nada sei de vós.
É natal, e há sinos a tocar lá fora.


Autor: Nuno Marques
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terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Poema da Semana: "Coisas Simples"

(imagem retirada da internet; autor desc.)



Das coisas simples
a mais simples
é tão simples
que não é coisa
não é simples
não
é


Da afirmativa
nasce
a negação
nega
acção
ou da coisa que é
não
a constatação
que a via do não
é igual a lado algum


Ou pelo roteiro do sim
aporta o ser
a calar o saber
esperar
certa a hora
certa a pessoa
do embora que é ir
que é agora
é que é
em pé !

Luiz Sommerville, 30112010958


AUTOR: Luiz Sommerville, 30112010958
BLOGUE DO AUTOR: http://tavoladestrelas.blogspot.com/ 
 
© Direitos de autor reservados.

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Poema da Semana: "Desânimo"



Oh maldita escuridão...
Que se apodera pouco a pouco de meu coração,
Dilacerando-me a alma…
Vil tristeza que não controlo.
É angústia que me toma o corpo, numa dormência infinita;
É desilusão que desconhecia;
É solidão que não procurei;
É mágoa pelo que não encontrei…
É o desânimo que se me achega…
Me toma e me maltrata…
Sem dó nem piedade;
E sem um pingo de humanidade,
Arrasta-me para o precipício…
Por mais que eu grite e suplique



AUTORA: Fátima Rodrigues

© Direitos de autor reservados.

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Poema da Semana: "O que é o Amor?"



Num café, no centro da praça
um homem entra desalentado
os presentes ignoram o coitado
Olhos tristes em rosto barbeado

De cigarro Marlboro apagado,
nos lábios húmidos mordido
aproximou-se do balcão
e deu voz ao coração:
"
Sabeis vós o que é o Amor?
Tereis vós por mim Rancor?
Quantos de vós sentiram dor?
Quantos amaram com fervor?"

 De avental preto na cintura
Joana, a linda criatura
sorriu com o monólogo dele
e servindo-o, respondeu com finura:
"
Não sabeis, a Boa nova de agora?
O amor é o auge da estranha dor
De sofrer e não ser correspondida
de ser em teus devaneios perdida.

Nunca fui na divina palavra, amada
Nunca fui seduzida ou tocada
carrego cento e vinte quilos de gente
Não atiço paixão, ou um pretendente."

Dois goles de J6B pela garganta viril
O olhar incauto e desprevenido, dele
Na imensidão dela, perto do velho senil
que o criticava em silêncio, a ele:
"
Asseguro-vos que o Amor que defendo
não vê formas físicas, ou outro diferendo
A capacidade de apaixonar reside aqui
no coração, na essência do credo!

Amei e fui amado e por ela fui deixado
foi culpa do jardineiro, esse coitado
Mas cuidai, que foi Mea Culpa
por nunca haver trabalhado.

Cuidava eu, linda e sábia dama
que me bastava ser bom de cama
um marido para passar o serão
Cama, casa e roupa lavada, pois então!"

O velho que brincava com a placa
na boca já bastante gasta
ele, que se tinha de fina casta
não perdeu demora a sentenciar:

"
Jovens destes loucos tempos modernos
Julgam que tudo sabem, tudo conhecem
Deixaram a mulher trabalhar
fora da cozinha mandar!

No meu tempo piava fininho
se abusavam, levavam no focinho
Éramos fortes e mandões
não havia grandes serões

Mulher deve ao marido mimar
e a ele deve só agradar
porque essa modernidade de amar
só traz imoralidade e falsidade"

Joana incrédula com o que ouvira
zangada com o que o velho proferira
logo zarpou em defesa das Damas
Argumentando com toda a malícia:
"
No seu tempo, ó coitado velhinho
A escuridão da mente era a razão
tratavam as mulheres como gado.
Feios, porcos e maus e sem tesão

bater na mulher era o serão
de quem não tinha perdão
ao virem da dura labuta
tratavam a coitada como pu...

O velho agitou o braço enfurecido.
acalmado pelo jovem decidido
que de voz suave e melancólica
retomou á sua dor, insólita:
"
A minha mulher era a princesa
No meu Ser toda ela beleza
vivia só para a ver sorrir
castigo-me por a ver partir.

Se Amar é desejar o melhor
Se Amar é viver em dor
Então ela que parta
e o jardineiro...ao raio que o parta!"

Joana acenou negativamente a cabeça
pano ao ombro e rosto sereno
respondeu em tom ameno
olhando o jovem com clareza:
"
Se é como dizeis, não a deixeis fugir
lutai por ela, agora tendes de decidir
Encontrarás outra princesa assim?
ou irás errar, pobre delfim?

O jovem olhou prazenteiro
largou no balcão o dinheiro
e sorriu para ela, antes de partir
para a sua amada, garantir!

O que é o Amor?
Como apagar esta Dor?
como lutar contra rancor?
como aliviar o torpor?

O velho sai de fininho
Envergonhado pelo tinto
que lhe baralhou a ideia
não fosse ela, ir-lhe ao focinho!


AUTOR: Rogério Peixoto (Mefistus)

© Direitos de autor reservados.

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Poema da Semana: "Magia"

(foto: retirada da net)


Sou nascente vultosa
A desaguar
Em teu leito
Sou rosa
A brotar no teu peito,
Sou luz percorrendo o teu corpo,
Sou olhar
Que te admira
Absorto!


Sou gemido
Saindo das minhas entranhas
És cantiga
Que me acende chama tamanha
Somos sol, calor, juventude,
Arrebol, mar sereno, quietude.



Tu adentras meu silêncio fecundo
Silencias e me olhas profundo,
Somos ondas que se propagam no ar
Na força física contida nesta magia
Inexplicável e intraduzível
De amar.




AUTORA: Lila Marques
BLOQUE DA AUTORA: http://liriolilasblogspot.blogspot.com/
© Direitos de autor reservados.

Ler mais: http://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=145026#ixzz1111cxbUj
Under Creative Commons License: Attribution Non-Commercial No Derivatives

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Poema da Semana: "Tela em branco"

Colorido
( Fê - óleo sobre tela 2007)


Olho para a minha tela em branco
Fecho os olhos e desligo-me do mundo
Tenho sempre por companhia uma sensação de fracasso
pois não consigo passar para dedos...
o que sinto.


A grande diferença entre a vulgaridade e a genialidade
Passar para uma tela em branco as cores da nossa vivência
Sofro quando pinto, assim como sofro quando escrevo
Reconheço a minhas limitações...
e sofro.


Olho para a minha tela em branco
expiro e olho em meu redor
Lágrimas misturam-se com as tintas...
e pinto.


E, quando penso que tudo está perdido
Quem amo me diz...

Está lindo!



AUTORA: Fê Blue Bird
© Direitos de autor reservados.


NOTA: Depois de algum tempo de ausência, o "Poema da Semana" volta. Vale a pena visitarem os blogues da Fê, e conhecer os seus trabalhos artísticos.

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Poema da Semana: "Conversando com Deus"

























(foto: retirada da net)




Sei que a vida é uma grande escola
Sei que somos autores de nossa própria história
Personagens em ação, protagonistas, em execução, na vida real
Em constante busca de um ideal...

Sei que por vezes, achamo-nos injustiçados,
 Com fardos muito pesados...
... Por Ti abandonados...
... Enquanto em teus braços somos carregados!

Sei que permitimos que a tristeza se instale
Que o desânimo nos cale
Que o grito da depressão se abafe
No silêncio do orgulho incontestável...

Mas, também sei de Tua infinita misericórdia
De Tua compaixão
Por isto, neste instante, elevo meu coração
Elevo meu pensamento em Tua direção...

Deus, nosso Pai, nosso Amigo e Protetor
Ajudai-nos a vencer tanto desamor
Ajudai-nos a não fecharmos os olhos diante da dor
Ajudai-nos a estender a mão para um sofredor...

Perdoai-nos todo o egoísmo
Perdoai-nos toda a maledicência
Perdoai-nos a vaidade
Perdoai-nos a fé vacilante em Ti, que és luz e verdade!

Abre nossos olhos para o perdão
Harmoniza nossos sentimentos em oração
Intui nossa reforma íntima
À luz de Tua comiseração!

Perdoai-nos a pequenez
Perdoai-nos a imperfeição
Somos apenas Teus filhos, em evolução...
Num mundo em expiação...
 
 
AUTORA: Flávia Assaife
BLOGUE DA AUTORA: http://flviaflor.blogspot.com/
© Direitos de autor reservados.

terça-feira, 6 de julho de 2010

Poema da Semana: "Eternamente"



Enlouqueço em palavras e seiva quente
Mergulho nas tuas lágrimas absolutas
Em abraços quentes de mel

Sinto o silêncio das palavras gritadas
Como águia planando
Em marés de ventos

Parto em busca do que não sou
Para o outro lado do sonho hibrido
Nas plataformas em chamas de mar
Em que avanço ao teu encontro

Sinto o teu beijo suspenso
Na intemporalidade do desejo
Ardo em volúpia secreta
Quero-te em mim

Danças em mim sinfonias de prazer
Toco-te em arcos triunfantes
Valsas de espasmos no meu corpo vibrante

Este meu Universo de loucura
Santuário de desejo e paixão
Onde naufrágo e me deleito
Em gritos de silêncio

Continuidade entre o céu e nós
Eternamente.

By Beijo Azul

AUTORA: HAEREMAI (Fátima Santos)
BLOGUE DA AUTORA: http://beijo-azul.blogspot.com/


© Direitos de autor reservados.

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Poema da Semana: "Vestem galas, despem a alma"


(foto: Clarisse)


A noite desce
aos olhos da lua erguida
nos soluços apagados do dia,
ressoam vozes em segredo
no turbilhão
das avenidas frenéticas,
as luzes acendem
no fundo da sombra
em vultos de escuridão.

As estrelas
imponentes
pintam os rostos de purpurinas
…desfilam
como astros esbeltos
soberanos…
vestem galas,
despem a alma
em rodopios sem vento,
reflectem
ocos espaços
em ecos
inchados de inverdades

…Deitam-se com o ruído
cravado no fundo do peito
e o olhar
vergado em fragmentos
mutilados nos silêncios
que não sabem ouvir….
AUTORA: Ana Coelho
BLOGUE DA AUTORA: http://retalhosemocoespoesia.blogspot.com/
© Direitos de autor reservados.

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Poema da Semana: "Bom Dia Meu Amor"


(imagem: retirada da net)


Bom Dia meu doce amor,
Estou alegre te esperando,
O dia hoje esta encantador,
Meu coração esta te chamando...


O céu nunca esteve tão azul,
O sol brilha forte no horizonte,
Esta radiante de norte a sul,
Vejo o arco-íris através da fonte...


Os pássaros estão a cantar,
E o café já esta pronto,
Acorda em vem me aliciar,
Enquanto me apronto...


Acorda e vem para meu afago,
Quero em teus olhos mergulhar,
E me perder enquanto divago,
O quanto é gostoso te amar.


AUTORA: Cecilia Iacona, Brasil
http://www.worldartfriends.com/userinfo.php?uid=1920


© Direitos de autor reservados.

segunda-feira, 31 de maio de 2010

Poema da Semana: "Sob o olhar da Lua..."




Há uma alma perdida
que na dor vive ferida
num corpo já sem vida...

Há a dor que existe
que a toda hora persiste
neste ser triste...

Há apenas eu e a Lua
neste meu estado nua
que da alegria vive crua...

Há em mim um manto
sem qualquer encanto
que me mantém a um canto...

Há um choro soluçado
num grito sufocado
e um olhar revoltado...

Há este meu estado decrescente
que a nada já é crente
e que vazia vive a mente...

Há,
e assim haverá
e o fim não sei quando será...

...

E na calçada fria espero por ti meu amor
para que me apagues esta dor
e me possuas com o teu calor...

E sob o olhar da Lua
eu aqui estou deitada, nua,
querendo tua chegada, para que faças...TUA!


Autora: danyfilipa
Blogue da autora: http://danyfilipa.blogspot.com/
Foto(s): danyfilipa
Montagem: Carlos Silva



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segunda-feira, 24 de maio de 2010

Poema da Semana: "Sobre ser louca..."


(Foto: tirada da net)

Já ouvi dizer que de poeta e louco, todo mundo tem um pouco.
Já ouvi dizer que quem escreve, experimenta a loucura. Ah! Doce loucura esta, em que se tem a coragem suficiente de derramar no papel, toda a dor, todo o segredo, toda a insanidade!
Sou louca, sou feliz!
Porém, ainda aprendiz
Derramo as confidencias
Ignoro as conseqüências

Falo de amor, é o que sei
Por amor eu me rasgo
Eu naufrago
Parar, nunca tentei

Linda é a loucura
De quem sonha, de quem chora
De quem ri e se apavora
O poeta prefere flutuar
E se encontra assim
No mar da eterna loucura
Mas não acha o fim

São tantas as palavras
São tantas as rimas
Lágrimas e risos
Declarações e paixões
Aquecidos corações
Sou poeta, sou insana
Sou feliz, uma alma que ama!


AUTORA: Giselda Marilsa Zamai (Gisa)
Orlândia - São Paulo, Brasil

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terça-feira, 11 de maio de 2010

Poema da Semana: "Tu és luz!"


(foto: Sandro Gomes - Baixaki)

Se o futuro a Deus pertence
e tudo está predestinado
é questão para dizer
de que serve o livre arbítrio?
se vendes a alma ao diabo!

A culpa é sempre do Karma
não aprendeste a lição
cometes os mesmos erros
faz de ti o seu escravo
por conta da ambição

Se escolheres ser feliz
afastas tudo o que é dor
Tu és luz, não és matéria
teu alimento é o amor!




AUTORA: Maria Fernanda Reis Esteves, Setúbal
http://www.worldartfriends.com/modules/yogurt/index.php?uid=1882



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segunda-feira, 3 de maio de 2010

Poema da Semana: "DOÇURA DE MÃE"


(foto: minha autoria)


Carregando em suas mãos todas as benções
Missão daquela que ama com todas em emoções
Muito antes de conhecer a face do seu filho
Guardando por nove meses nos olhos o brilho

Quando o seu broto rebenta em flor desabrocha
Nada pode ser comparada a luz desta tocha
Que acende o coração de uma mulher
Ao ver os olhos do pequeno ser acender

Como uma estrela em seu céu iluminar
Uma lua cheia a encher sua vida de ninar
Um sol radiante e colorido a lhe afagar
Uma nova vida o coração da vida habitar

Mãe canção, mãe doçura, mãe coração
Que coabira com o universo em união

AUTORA: ÂNGELA LUGO
BLOGUE DA AUTORA: http://sabordapoesia.blogspot.com/




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